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Ratinho convoca deputados para mudar às pressas lei que militariza colégios

Projeto de lei flexibiliza regras para permitir inclusão de escolas que desrespeitavam os critérios originais

Ratinho convoca deputados para mudar às pressas lei que militariza colégios
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O governo Ratinho Jr. (PSD) foi obrigado a chamar às pressas os deputados estaduais para um período extraordinário de votações durante o recesso. O objetivo é "consertar" a lei que militariza colégios públicos do Paraná antes que o ano letivo comece. As sessões extraordinárias começam nesta segunda-feira e devem acabar quando o novo projeto de Ratinho estiver aprovado.

No ano passado, o governo do Paraná anunciou a transformação de 215 colégios em unidades cívico-militares, que passarão a ser administrados por policiais militares da reserva. Após uma consulta pública, a comunidade aprovou a militarização em 186 colégios, que já começariam o ano no novo modelo.

No entanto, a pressa com que o processo foi realizado e a interferência dos políticos, que tiveram o direito de indicar quais escolas seriam incluídas no programa, fizeram com que a lista de colégios escolhidos desrespeitasse a própria lei inicialmente aprovada. Muitas unidades anunciadas para a militarização não estavam dentro dos critérios legais.

A oposição denunciou isso ao demonstrar, por exemplo, que ao contrário do que exigia a lei, alguns colégios militarizados tinham ensino noturno ou não ficavam em municípios pobres. Embora o governo negasse as irregularidades, acabou obrigado a enviar uma mensagem no início de janeiro para consertar os problemas.

Pela nova regra, os colégios só precisam atender a um dos pré-requisitos antes obrigatórios: alto índice de vulnerabilidade social; baixos índices de fluxo escolar; ou baixos índices de rendimento escolar. Também fica eliminada a exigência de que o município tenha mais de 10 mil habitantes - basta agora que tenha dois colégios. Outra vedação que cai é o impedimento de militarização de escolas com ensino noturno.

A nova proposta do governador também permite que policiais militares aposentados depois de 2017 se voluntariem para entrar no programa. Por um problema de redação, só quem tinha entrado para a reserva até 2017 conseguia participar.

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