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Sindicatos rechaçam proposta de Ratinho de parcelamento e fim de licença-prêmio

Governador propôs parcelar 5% de inflação até 2022, desde que receita cresça

Por Admin
Sindicatos rechaçam proposta de Ratinho de parcelamento e fim de licença-prêmio
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O governador Ratinho Jr. (PSD) apresentou, na manhã de quarta-feira (3/7), sua proposta para reposição parcial da inflação acumulada. Pela oferta, os salários dos servidores, defasados em mais de 17%, teriam reajuste de 5,09%, aplicado em várias parcelas. O valor, porém, está atrelado ao fim da licença-prêmio para todo o funcionalismo.

Os sindicatos consideram a proposta inaceitável pela retirada da licença-prêmio e por outros fatores. "É uma proposta muito grave. Impõe condições para o pagamento que a gente sabe que não vão se concretizar e retira direitos", diz Marlei Fernandes, coordenadora do Fórum das Entidades Sindicais (FES).

Assim que a proposta - que ainda não foi apresentada formalmente aos sindicatos - foi anunciada, os grevistas começaram a vaiar e a dizer que os termos são inaceitáveis. Sendo assim, a greve iniciada no último dia 25, envolvendo todos os principais sindicatos do funcionalismo, continuará por tempo indeterminado.

O valor oferecido cobre a inflação dos últimos 12 meses, de 4,94%, mas não repõe tudo que ficou acumulado desde 2016, quando os servidores receberam o último reajuste, ainda no governo Beto Richa (PSDB). Além disso, o parcelamento iria até 2022, fim da gestão de Ratinho.

Segundo o plano do governo, o parcelamento ocorreria assim:

O governo oferece ainda algumas outras concessões, como reajuste de auxílio-alimentação, vale-transporte e salário mínimo regional; retirada do PL 04/2019; se compromete a não modificar as regras nas eleições de diretores das escolas e cria oito polos de perícias médicas para os servidores no interior.

O reajuste ficaria atrelado ao fim de todas as licenças-prêmios. Só seriam concedidas as que já foram conquistadas, sendo eliminadas até mesmo as que estariam sendo acumuladas neste momento. O governo já deu a entender que as licenças-prêmio são um "privilégio" que precisa ser cortado.

Segundo o governo, o impacto do reajuste é de R$ 2,1 bilhões até o fim do mandato. Não fica claro o que aconteceria com a inflação que se acumulará daqui até 2022.

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Grevistas se manifestam em frente ao Palácio Iguaçu, durante anúncio da proposta. Foto: Giorgia Prates/Plural[/caption]

Tags: Paraná

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