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Projeto que regula mototáxi em Curitiba emperra na Comissão de Finanças

Vereadores querem que autor da proposta apresente impacto financeiro do serviço à Saúde Pública de Curitiba

Projeto que regula mototáxi em Curitiba emperra na Comissão de Finanças
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O Projeto de Lei que regula o serviço de mototáxi em Curitiba, do vereador Zezinho do Sabará (União Brasil), empacou na Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização da Câmara. O texto vai voltar ao autor para que seja apresentado estimativa de impacto financeiro na saúde pública da cidade devido aos índices de acidente envolvendo motos.

O projeto enfrenta resistência da URBS e de taxistas porque economicamente pode beneficiar trabalhadores que usam o transporte público – o mais caro entre as capitais, e que, nas entrelinhas, pode retirar ainda mais passageiros dos ônibus.

Mototáxi

Em outra medida, a preocupação é com a saúde pública. Dados compilados do Programa Vida no Trânsito e divulgados pela prefeitura de Curitiba apontam que houve crescimento no número de acidentes fatais envolvendo motociclistas.

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Em 2019, foram registradas 52 mortes de motociclistas. No ano seguinte, 69. Em 2021, foram 76 mortes. Em 2022, somente até maio, foram 63 mortes. Isso ocorre, em parte, pelo aumento no número de pedidos de delivery por causa da pandemia e também pelo crescimento da frota de motos entre julho 2020 e julho de 2022, que foi de 3,92%.

Saúde

Os acidentes refletem no atendimento de saúde. Com isso, os vereadores da Comissão de Finanças querem mais detalhes de como isso pode impactar o serviço em Curitiba. O relator do projeto, Bruno Pessuti (Podemos), devolveu a proposta de Zezinho do Sabará pedindo justamente esse detalhamento.

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“A gente entende que é fundamental este impacto porque os hospitais podem ficar abarrotados de feridos e, eventualmente, uma pessoa em necessidade não terá vagas para atendimento. [..] O objetivo maior na cidade é incentivar o transporte público”, disse o relator.

As discussões ocorreram na quarta-feira (23), quando começou a contar o prazo de 60 dias, prorrogável por mais 60, para que o autor se manifeste antes que o texto seja arquivado.

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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