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Policiais militares fazem vigília em frente ao Palácio do Iguaçu para cobrar reestruturação salarial

Manifestantes alegam que tiveram perda salarial de 35% desde 2015

Policiais militares fazem vigília em frente ao Palácio do Iguaçu para cobrar reestruturação salarial
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Desde o último dia 10, policiais e bombeiros militares estão acampados em frente ao Palácio do Iguaçu, em Curitiba, para pressionar o governador Ratinho Jr. a enviar o projeto de um plano de reestruturação salarial da categoria para ser votado na Assembleia Legislativa.

A organização do protesto estima que cerca de 10 mil pessoas passaram pelo acampamento desde o início do movimento. Durante o dia a movimentação é maior e, à noite, há manifestantes que chegam a dormir no local.

O governo do estado prometeu que até o dia 21 apresentaria uma proposta de correção da tabela dos salários. Isso foi definido na semana passada, quando um grupo representantes da categoria foi recebido pelo vice-governador Darci Piana.

De acordo com os militares, desde 2015 eles tiveram perda salarial de 35% por causa da inflação. Os manifestantes são, em maioria, praças que também reclamam da diferença salarial em relação aos oficiais.

Protestos

O governo chegou a oferecer uma proposta aos praças: 3%. As associações não concordaram com o percentual e isso foi o estopim para a passeata ocorrida na capital, bem como para protestos em outras regiões do Estado.

“Nós só vamos sair do acampamento quando a proposta for para a Alep e vamos continuar os protestos”, disse o sargento ‘Cabo’ Carlos, da Associação Praças Unidos, ao Plural.

Nesta semana o governador foi hostilizado por policiais em Cornélio Procópio, região norte do estado, onde cumpria agenda. “Vergonha,! Mentiroso! Caloteiro!”, gritavam os policiais militares.

Faixas e camisetas com os dizeres “3% é esmola” também foram usadas durante o protesto contra o governador.

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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