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Ratinho não consegue fazer Sandro Alex decolar. Mas qual governador fez seu sucessor no Paraná?

Depois de um domínio do PMDB nos anos 1980, governadores do Paraná não conseguiram mais fazer seus sucessores. no estado

Ratinho não consegue fazer Sandro Alex decolar. Mas qual governador fez seu sucessor no Paraná?
Ratinho com Sandro Alex (esq.). Foto: Tami Taketani/Plural

A dificuldade de Ratinho Jr. (PSD) para fazer com que a candidatura de Sandro Alex (PSD) decole tem sido uma das marcas mais fortes da atual campanha pelo Governo do Paraná. No entanto, não se trata de algo inesperado. Ao longo das últimas três décadas, tem sido raro o governador paranaense que consegue fazer o sucessor.

Depois de um período de domínio do PMDB no início da redemocratização, apenas Beto Richa (PSDB) talvez possa dizer que colocou um aliado no governo. Mesmo assim, a história não é tão simples: Beto não estava mais no governo durante a eleição de 2018, não fez campanha por Ratinho (até porque passou parte do período preso) e o atual governador renega sua proximidade com o antecessor.

Veja o histórico das eleições para o Governo do Paraná desde a volta da democracia nos anos 1980:

José Richa com Alvaro Dias e Affonso Camargo. Foto: Arquivo/Reprodução

Domínio do PMDB

Em 1982, José Richa foi eleito o primeiro governador do estado depois da suspensão de eleições estaduais, que durou 16 anos. Richa era oposição ao então governador Ney Braga, e venceu com facilidade. Em seguida, elegeu Alvaro Dias, também do PMDB, para o cargo, numa vitória acachapante. O terceiro governador sucessivo do partido foi Roberto Requião, eleito com apoio de Alvaro em 1990.

Jaime Lerner. Foto: Arnaldo Alves/AEN

Lernismo

Em 1994, o ex-prefeito de Curitiba Jaime Lerner encerrou o ciclo do PMDB ao derrotar Alvaro Dias, que era apoiado pelo então governador Roberto Requião. Lerner foi o primeiro governador a disputar a reeleição, criada à época por uma emenda constitucional, e venceu Requião em 1998, conseguindo o segundo mandato.

Roberto Requião. Foto: Marcos Oliveira/Ag. Senado

Em 2002, após os oito anos do lernismo, Roberto Requião se candidata novamente. Lerner havia apoiado timidamente o então vice-prefeito de Curitiba Beto Richa no primeiro turno. No segundo turno, também sem atuar explicitamente, preferiu Alvaro Dias. Mas foi derrotado nas duas vezes.

Beto Richa. Foto: Facebook/Reprodução

Em 2010, Requião abandona o governo para ser candidato ao Senado. Apoia Osmar Dias para sua sucessão, numa jogada que pareceu hipocrisia para muitos: os dois haviam sido oponentes em uma campanha agressiva quatro anos antes. Quem vence é a oposição, liderada por Beto Richa. Em 2014, o governador se reelege contra o próprio Requião.

Ratinho Jr. Foto: Tami Taketani/Plural

Ratinho Jr

O atual governador era integrante do governo de Beto Richa e claramente era o candidato do mesmo grupo. No entanto, Beto saiu do governo antes do tempo para ser candidato ao Senado e sua vice, Cida Borghetti, pôde disputar a reeleição no cargo. Ratinho não usou o nome de Beto, que foi preso durante a campanha.

Sandro Alex. Foto: Tami Taketani/Plural

Sandro Alex

Ratinho não conseguiu emplacar o candidato que mais queria na campanha. Por motivos que ainda não são claros, Guto Silva, secretário preferido de Ratinho, foi excluído da disputa interna. Sandro Alex surge como alternativa de última hora e, até o momento, não consegue despontar como favorito na campanha.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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