Única vereadora do PSOL na Câmara de Curitiba, Professora Angela terá de enfrentar o processo ético-disciplinar na Casa. Os membros da Comissão Processante decidiram prosseguir com o PED, nesta terça-feira (23).
Professora Angela é acusada de apologia ao uso de drogas, depois de distribuir uma cartilha educativa sobre redução de danos durante uma audiência pública em Curitiba.
Na última semana, a parlamentar protocolou a defesa, e apontou suspeição dos colegas, o que tornaria o processo nulo. A defesa, conduzida pelo advogado Juliano Pietzack, também aponta suspeição do relator, Olimpio Araujo Junior (PL).
Ele votou pela continuidade do processo e alegou que “a mera alegação de antagonismo político não gera impedimento” durante a votação. “Fizemos o parecer simplesmente pela tramitação devido às inconsistências na sua defesa em relação às denúncias que foram feitas e com isso teremos a possibilidade de ouvir as testemunhas e de analisar melhor o processo e tomar uma decisão justa, dentro de tudo que foi acompanhado até agora”, destacou Olimpio.
“Eles ignoraram todos os argumentos da nossa defesa, inclusive o documento do Ministério Público, que nos dá razão; que mostra que nós não cometemos nenhum erro. É um processo de perseguição, com claro caráter de violência política de gênero”, lamentou a vereadora.

As nove testemunhas indicadas pela vereadora Professora Angela serão ouvidas de 1º a 3 de outubro. Os denunciantes do caso, vereadores Da Costa (União Brasil) e Bruno Secco (PMB) também serão ouvidos nestes dias.
Relembre
Durante audiência pública “Segurança, Saúde e Política de Drogas” foi distribuído um panfleto que ensinava práticas para que dependentes químicos diminuíssem os riscos à saúde durante o consumo de substâncias entorpecentes. A audiência foi realizada no dia 5 de agosto e o material foi considerado uma forma de apologia às drogas pela extrema-direita, o que gerou as duas denúncias que resultaram no PED.