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Brutalidade da polícia de SP choca país, mas PM paranaense mata ainda mais

Proporcionalmente à população, polícia do Paraná foi três vezes mais letal que a de São Paulo em 2013

Brutalidade da polícia de SP choca país, mas PM paranaense mata ainda mais
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Os casos de mortes causadas pela Polícia Militar de São Paulo nos últimos dias chocaram o país. Situações como a do PM que atirou um rapaz de uma ponte ou a de um militar que deu 11 tiros num homem pelas costas mostraram a brutalidade a que a polícia paulista chegou no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

No entanto, a violência policial não é exclusividade de São Paulo: a PM paranaense, por exemplo, tem números ainda mais graves de letalidade policial durante o governo de Ratinho Jr. (PSD). Proporcionalmente, no ano de 2023 (último para o qual há dados completos), a polícia paranaense matou três vezes mais do que a paulista.

Segundo dados do Ministério Público paranaense, entre janeiro e dezembro de 2023, a PM do Paraná matou 343 pessoas. No mesmo período, a polícia de São Paulo matou 460 pessoas. Considerando que a população do estado de São Paulo é aproximadamente quatro vezes a população paranaense, é como se a PM do Paraná, caso agisse num estado de população equivalente, tivesse tirado a vida de mais de 1,3 mil pessoas.

Ou, dizendo de outra forma: a PM paulista matou aproximadamente uma pessoa para cada 100.000 habitantes em 2023, ao passo que os policiais do Paraná mataram cerca de 3 pessoas para cada 100.000 habitantes do estado no mesmo período.

Nos cinco anos desde que Ratinho Jr. assumiu pela primeira vez o governo do Paraná, a Polícia Militar já matou mais de 1,9 mil pessoas - os números de 2024 ainda não foram divulgados.

Tanto em São Paulo quanto no Paraná, a postura dos governantes e a impunidade têm sido importantes para estimular esse nível de truculência policial. O governador Tarcísio chegou a afirmar que não está “nem aí” caso o número de mortes causadas pela sua polícia levar instituições a reclamarem na ONU ou em alguma outra instituição internacional.

No Paraná, a política de violência da PM não contou com apoio tão explícito do governador; no entanto, Ratinho se cala diante do número altíssimo de casos de mortes supostamente causadas “em confronto”.

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