Em visita a cidades dos Campos Gerais, no Paraná, nesta sexta-feira (5), o presidente Jair Bolsonaro criticou a cassação do deputado estadual Fernando Francischini (PSL), seu aliado no estado. Francischini foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral por ter mentido sobre fraude nas urnas eletrônicas nas eleições de 2018.
"Há três anos não converso com o deputado Francischini. A cassação dele foi um estupro. Por ter feito uma live 12 minutos antes [do fechamento das urnas], não influenciou em nada. Ele era deputado federal. Foi uma violência, mesmo que porventura alguém não goste dele aqui. Aquela cassação foi uma violência contra a democracia. Quem deve reagir, em primeiro lugar, é o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, assim como o Arthur Lira tem reagido quando a CPI do Renan Calheiros me indiciou e botou no relatório alguns deputados federais", disse Bolsonaro em Ponta Grossa.
Segundo Bolsonaro, os parlamentares devem ter amplo direito à opinião. "Se o parlamentar exagerar, isso é um crime de injúria, difamação, seja lá o que for, mas a cassação de um mandato realmente é uma passagem triste da nossa história. Nem na época do AI-5 se fazia isso. E o pessoal critica tanto o nosso AI-5", disse Bolsonaro.