O Procon do Paraná emitiu uma recomendação administrativa para estabelecimentos comerciais que vendem bebidas alcoólicas adulteradas em virtude das contaminações provocadas por metanol. No Estado, não há casos confirmados, mas os órgãos têm feito fiscalização para evitar contaminação.
De acordo com o Procon, consumidores devem ficar atentos aos preços das bebidas e também aos produtos vendidos sem nota fiscal. O órgão também alerta, na recomendação, sobre a proibição de transvasar ou recondicionar bebidas, retirar dos estoques e dos displays de venda produtos sem rótulo.

"Além da recomendação, os órgãos de defesa do consumidor estão intensificando os processos de fiscalização a estabelecimentos", diz Claudia Silvano, coordenadora do Procon.
A deputada federal Lenir de Assis (PT) acionou o Procon estadual e os municipais para ação preventiva de fiscalização contra venda de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol.
No documento Lenir de Assis solicita, entre outras medidas: fiscalização preventiva para verificação da procedência das bebidas alcoólicas; coletas e análises de amostras de bebidas; adoção de medidas cautelares como interdição, apreensão e autuação, em caso de comprovação de irregularidade ou risco iminente à saúde pública etc.
Saúde
Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) não há nenhum caso de intoxicação por metanol no Paraná. Mesmo assim, a pasta emitiu uma nota técnica para as regionais de saúde.
Os registros de três casos de intoxicação de metanol no Estado são de pacientes que consumiram a substância por iniciativa própria.
Os principais sintomas da intoxicação são:
- Até 6 horas após a ingestão: sonolência, dificuldade motora e dificuldade de andar, tontura, dor abdominal, náuseas, vômitos, cefaleia, confusão mental, taquicardia e hipotensão.
- Entre 6 a 24 horas após a ingestão: visão turva, fotofobia, dilatação da pupila, perda da visão das cores, convulsões e coma.