O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) aprovou nesta segunda-feira (9) indicativo de greve em assembleia realizada presencialmente em quatro garagens da capital.
Cerca de 500 trabalhadores participaram das reuniões, de acordo com o Sindimoc. Isso causou atrasos em algumas linhas de ônibus. No terminal do Campo Comprido foram registradas grandes filas no início da manhã. Passageiros que usam as linhas do Alto Boqueirão, Centenário/Hauer, Jardim Aliança e Fanny também relataram atrasos.
Em nota, a Urbs esclareceu que “realizando ajustes na operação das linhas mais afetadas a fim de atender as regiões da cidade que sofreram maiores impactos. Os agentes de fiscalização estão atuando a fim de regularizar a operação dos ônibus”.
Os trabalhadores do transporte público reclamam de atrasos recorrentes nos salários. “Isso já está acontecendo há uns seis meses. Às vezes é uma empresa, às vezes outra. E o trabalhador não consegue se organizar para pagar as contas”, critica o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira.
A greve não vai afetar a circulação dos ônibus na Região Metropolitana, mas impactará as dez empresas responsáveis pelo transporte público em Curitiba. O serviço deve ser interrompido na partir das 4 horas de quinta-feira (12), sem prazo para encerramento.
Curitiba tem cerca de 8 mil motoristas e cobradores e o Sindimoc espera ampla adesão à greve. “Vamos respeitar a determinação mínima de veículos rodando, conforme a Justiça orientar para não prejudicar ninguém, mas os trabalhadores precisam receber seus salários”, diz o presidente.