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Morre Diva Guimarães, que emocionou o país ao falar sobre racismo na Flip

Educadora fez depoimento durante a edição da Flip de 2017 e se tornou conhecida nacionalmente

Morre Diva Guimarães, que emocionou o país ao falar sobre racismo na Flip
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Morreu no sábado (18), aos 84 anos, a educadora paranaense Diva Guimarães, que ficou conhecida nacionalmente por sua participação na Festa Literária de Paraty, no Rio de Janeiro, em 2017. A causa da morte não foi divulgada.

Neta de escravos, Diva nasceu no interior do Paraná, em Serra Morena. Formou-se em Educação Física. Na Flip de 2017, estava assistindo à mesa de Lázaro Ramos, que lançava o livro "Na Minha Pele".

Diva começou a fazer um relato emocionante da sua história e do racismo que enfrentou ao longo de sua vida. Acabou sendo chamada ao palco por Lázaro Ramos, que mais tarde a incluiria também em um filme. Seu depoimento acabou sendo o momento mais marcante da Flip daquele ano.

“Fui a primeira pessoa da minha família a ter acesso à escola. Isso fez com que despertasse cedo para a minha condição. Minha mãe lavava roupa para outras pessoas em troca de material escolar”, contou.

A história de Diva virou podcast no Plural em 2019.

O ator e escritor Lázaro Ramos se despediu da professora com uma nota carinhosa nas redes sociais. "Até o final, a sua presença me ensinou alguma coisa, como, por exemplo, a importância da amizade. Ver suas amigas com a senhora, lhe apoiando, te levando alegria e conforto até o fim, foi emocionante demais. Obrigada por inspirar tantas pessoas com sua história. Sim, estou triste mas junto também tem a memória de todo o seu carinho, força e inspiração que sei compartilho com muitas pessoas", escreveu.

A Flip publicou uma nota homenageando a professora. “A presença de Diva atestou a força da palavra e a importância de se compartilhar histórias. Sua voz ecoa em nossos corações e reflete os nossos encontros. Nos solidarizamos com a família e os amigos de Diva”, diz o texto.

O presidente Lula também lamentou a morte de Diva. “Com 40 anos de magistério, Diva expôs o racismo que ainda persiste e precisa ter um fim. Ela deixa um legado de luta e ensinamentos que permanecerá vivo em seus alunos, familiares e admiradores, a quem presto minha solidariedade”

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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