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Cohab diz que ainda não sabe se vai demolir casas do Flores do Campo

Município de Londrina vai receber a posse da área da ocupação que hoje pertence à Caixa e estuda o que vai fazer com as famílias que moram lá

Cohab diz que ainda não sabe se vai demolir casas do Flores do Campo
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A Prefeitura de Londrina ainda não definiu se vai demolir ou não as casas existentes no Residencial Flores do Campo, na zona norte da cidade. A informação foi confirmada pela Companhia de Habitação (Cohab) à reportagem.

Conforme mostrou o Plural, no dia 30 de dezembro o prefeito Tiago Amaral (PSD) anunciou, pelas redes sociais, a formalização de um acordo com a Caixa Econômica Federal para a transferência da área ao Município. Segundo o anúncio, o banco estatal autorizou a construção de outras 1.218 unidades habitacionais, por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), destinadas a famílias de baixa renda.

Até o momento, a Prefeitura ainda não definiu onde essas novas moradias serão construídas. Em nota, a Cohab informou que “a Diretoria Técnica está realizando estudos para a identificação e viabilização de novas áreas destinadas à implantação de unidades habitacionais”.

Questionada sobre a garantia de atendimento às famílias que atualmente ocupam o Flores do Campo, a assessoria de comunicação da Prefeitura respondeu que “está sendo realizado um estudo de viabilidade técnica, jurídica e social para o atendimento das famílias, inclusive daquelas que eventualmente não preencham integralmente os requisitos dos programas habitacionais vigentes, a fim de avaliar soluções compatíveis com cada situação, dentro dos limites legais e institucionais”.

A reportagem também questionou o que será feito com o terreno caso as moradias hoje existentes não sejam regularizadas. A resposta, no entanto, não esclareceu o destino da área. Segundo a Cohab, “o imóvel hoje ocupado pelo Flores do Campo será recebido como doação com encargo, sendo que as 1.218 unidades anunciadas virão como contraprestação, justamente pelo Município de Londrina, por meio da Companhia, ter solucionado essa grave questão habitacional que se arrasta há quase uma década”.

A Cohab informou ainda que está realizando um estudo técnico para identificar o número exato de famílias que residem atualmente no local. A estimativa da associação de moradores é de cerca de mil famílias.

O Residencial Flores do Campo foi contratado em 2013 pela Caixa Econômica Federal, mas a construtora responsável pelas obras faliu e deixou as casas inacabadas. Em 2016, aproximadamente 400 famílias ocuparam a área, dando início a um litígio jurídico com o banco estatal.

Atualmente, vivem no local cerca de mil famílias, das quais aproximadamente 700 são de origem venezuelana, conforme já mostrou o Plural.

Nelson Bortolin

Nelson Bortolin

Jornalista, um dos fundadores da Rede Lume de Jornalismo, de Londrina

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