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Estudo da UFPR mostra degradação em 36% da área de restinga em Pontal do Paraná

Levantamento feito com o auxílio de drones mapeou 22 quilômetros de praias. Ocupação irregular é o principal fator

Estudo da UFPR mostra degradação em 36% da área de restinga em Pontal do Paraná
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Um estudo feito com o auxílio de drones por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) mostrou que as praias de Marissol, Grajaú, Leblon e Ipanema, em Pontal do Paraná, são as que apresentam os maiores índices de degradação na vegetação de restinga do município. O levantamento, feito a partir da análise ambiental de 22 quilômetros de praias, foi publicado na revista “Ocean and Coastal Research”. 

Os pesquisadores constataram que 36,5% da área analisada têm a restinga degradada. A destruição é causada principalmente por construções irregulares, supressão de vegetação e introdução de espécies exóticas. A restinga é considerada uma Área de Preservação Permanente (APP) e sua deterioração pode afetar ecossistemas terrestres e marinhos. A vegetação abriga espécies endêmicas da fauna e da flora e serve como refúgio e ambiente de reprodução para animais como corujas, aves marinhas e tartarugas. 

“A vegetação da restinga apresenta alterações visíveis como caminhos artificiais para a praia, introdução de espécies exóticas para paisagismo, corte e poda da vegetação, instalação de chuveiros para banhistas, depósitos de resíduos sólidos (que podem contaminar o solo e a água), construções e barracas de pescadores e vendedores. Essas intervenções humanas podem levar espécies endêmicas à extinção”, diz o artigo publicado na revista “Ocean and Coastal Research”.

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Principal responsável pelo estudo, o professor de Engenharia Ambiental e Sanitária da UFPR Cesar Silva diz que as ocupações irregulares são o fator mair preocupante. “Durante o monitoramento, observamos que, em menos de um ano de sobrevoo, alguns locais que estavam conservados já apresentavam degradação causada por construções irregulares na restinga, o que sugere que o poder público tem dificuldades para conter esse tipo de atividade”, disse o professor. A expectativa é que os dados subsidiem o desenvolvimento de políticas públicas capazes de enfrentar o problema. 

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