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Paraguai e Argentina impõem restrições a aliados de Maduro; Foz mantém registro constante de venezuelanos

Polícia Federal aponta 7.016 pessoas registradas na região e 53 novas entradas em 30 dias

Paraguai e Argentina impõem restrições a aliados de Maduro; Foz mantém registro constante de venezuelanos
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Após a captura de Nicolás Maduro e a ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, Paraguai e Argentina anunciaram medidas migratórias restritivas voltadas a cidadãos venezuelanos vinculados ao regime chavista.

Enquanto os vizinhos reforçam controles, o Brasil mantém a fronteira aberta e monitorada e segue recebendo migrantes. Na região de Foz do Iguaçu, a Polícia Federal registra 7.016 venezuelanos, com 53 novas entradas no último mês.

No Paraguai, a Direção Nacional de Migrações informou que articula mecanismos de análise e verificação para identificar pessoas associadas ao regime venezuelano.

O governo afirma que poderá aplicar restrições de ingresso com base no cruzamento de dados, cooperação entre órgãos e avaliação de possíveis vínculos com crimes, narcoterrorismo ou pendências judiciais, mantendo, segundo o país, compromisso com migração segura e compatível com os direitos humanos.

A Argentina adotou tom mais direto. Em comunicado do Ministério da Segurança Nacional, Buenos Aires anunciou restrições de entrada a militares, funcionários, empresários aliados de Maduro e pessoas sancionadas por outros países, declarando que não concederá amparo a colaboradores do regime.

As medidas alinham o país a iniciativas internacionais de pressão sobre o chavismo.

No Brasil, a fronteira com a Venezuela em Roraima permanece aberta, mas sob monitoramento militar contínuo, segundo o Ministério da Defesa.

O ministro José Múcio afirmou não haver movimentações anormais e citou a presença de 2.300 militares no estado, dentro de um contingente de 10 mil na Amazônia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou a ação militar norte-americana e cobrou resposta da ONU.

Levantamento do Observatório das Migrações Internacionais indica que o Paraná abriga hoje mais de 87 mil venezuelanos. No país, esse contingente supera 575 mil pessoas.

No estado, Curitiba concentra a maior parte dessa população. A capital é a cidade brasileira que mais recebeu venezuelanos por meio do Programa Acolhida, do governo federal: entre abril de 2018 e novembro de 2025, 8.930 migrantes foram reassentados no município pela operação.

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