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General Silva e Luna tira R$ 69,1 milhões de Obras e leva tapa-buraco ao gabinete

Decreto cria secretaria ligada ao prefeito e transfere diretorias do asfalto e da drenagem; MP-PR acompanha serviço e CPI do asfalto aguarda instalação

General Silva e Luna tira R$ 69,1 milhões de Obras e leva tapa-buraco ao gabinete
Silva e Luna, prefeito de Foz do Iguaçu. Foto: Agência Brasil
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Foz do Iguaçu - A Prefeitura de Foz do Iguaçu (PR) deslocou R$ 69,1 milhões da estrutura da Secretaria Municipal de Obras e transferiu o núcleo da manutenção viária para uma secretaria vinculada ao gabinete do prefeito General Silva e Luna (PL). O montante equivale a 31,24% do orçamento de Obras na LOA 2026, fixado em R$ 221,2 milhões.

A mudança foi formalizada pelo Decreto nº 34.275, publicado no Diário Oficial em 9 de janeiro de 2026, que criou a Secretaria Extraordinária de Manutenção Viária (SEMV) como órgão da administração e a vinculou diretamente ao Gabinete do Prefeito.

Com isso, a operação de manutenção viária, incluindo frentes como operações tapa-buraco, deixa de ficar sob o controle direto da Secretaria Municipal de Obras, chefiada por Thais Escobar, alvo recorrente de críticas na cidade pela condução desses serviços.

O decreto de Silva e Luna determina a transferência da estrutura de Obras para a SEMV de três diretorias: Produção Asfáltica, Pavimentação e Saneamento e Infraestrutura Hídrica.

Pelo novo arranjo institucional, a SEMV passa a planejar, coordenar, executar e fiscalizar serviços como tapa-buracos, recapeamento, patrolamento, cascalhamento e drenagem superficial.

Vinculada ao gabinete, também deverá administrar máquinas, equipamentos e insumos utilizados nas frentes de serviço. O decreto inclui ainda a manutenção de meios-fios, sarjetas, bocas de lobo e galerias pluviais.

A chefia da nova pasta foi atribuída, de forma interina e cumulativa, a Ivatan Batista dos Reis, diretor-superintendente do Fozhabita. A nomeação registra acúmulo de função, sem pagamento adicional.

Prefeito rebate especulações sobre aumento de gastos

Após a publicação do decreto, Silva e Luna divulgou pronunciamento para rebater interpretações de que a criação da secretaria extraordinária representaria aumento de despesa administrativa. Em suas redes sociais, sem mencionar Thais Escobar, afirmou que mudanças são naturais após o primeiro ano de governo. “Quando se fala em ajuste na gestão ou em mudanças na estrutura administrativa, muita gente entende isso como aumento de gastos. É o contrário”, afirmou.

O prefeito declarou que o objetivo é “usar os recursos públicos com mais vigor”, sob o princípio da austeridade, “organizar a estrutura e melhorar a eficiência” e otimizar a cooperação entre áreas, com foco em “entregar resultados”.

Questionamentos sobre pavimentação

A reorganização promovida por Silva e Luna ocorre em meio a questionamentos institucionais sobre obras e pavimentação no município. Em uma ação popular sobre contratações e execução de serviços de manutenção viária, há menção a recomendação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) para cessar práticas consideradas irregulares.

O material reunido no processo e a recomendação do MP-PR apontam que, ao longo de 2025, houve inadequação técnica na escolha e aplicação dos insumos asfálticos, com impacto na efetividade dos reparos executados pela estrutura da Secretaria de Obras.

No Legislativo municipal, a discussão sobre pavimentação levou à apresentação de pedido de CPI do Asfalto, que aguarda tramitação e espaço regimental para instalação. O requerimento menciona reclamações sobre o pavimento e faz referência a manifestações do Ministério Público relacionadas à execução de obras viárias.

Thais Escobar não comentou a mudança em sua secretaria.

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