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Cheia do Rio Iguaçu obriga retirada de grades da passarela das Cataratas

Vazão do Iguaçu chegou a 11,8 milhões de litros por segundo e pode alcançar 13 milhões. Parque retira grades da passarela e fecha trechos de visitação em Foz.

Equipes do Parque Nacional do Iguaçu retiram grades da passarela das Cataratas durante cheia do rio em Foz do Iguaçu.
Equipes do Parque Nacional do Iguaçu retiram, nesta terça-feira (13), as grades de proteção da passarela das Cataratas para garantir a livre passagem da água durante a cheia do Rio Iguaçu. Foto: Urbia+Cataratas
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A cheia do Rio Iguaçu levou à retirada das grades de proteção da passarela das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, na manhã desta terça-feira (13). A medida integra o protocolo de segurança do Parque Nacional do Iguaçu, acionado diante do aumento da vazão provocado pelas chuvas dos últimos dias. Na segunda-feira (12), o rio atingiu 11,8 milhões de litros de água por segundo, o maior volume registrado em 2026.

Nesta terça-feira, a vazão foi de 10,5 milhões de litros por segundo. Segundo a Urbia+Cataratas, concessionária responsável pela visitação turística, o volume poderá alcançar 13 milhões de litros por segundo nas horas seguintes. A retirada das grades busca garantir a livre passagem da água durante a cheia.

A passarela está interditada desde domingo (11). Na segunda-feira (12), o parque também fechou preventivamente o Circuito São João e o Espaço Usina, de onde foi retirado o mobiliário para evitar danos e perdas.

As restrições incluem ainda o mirante inferior do Espaço Naipi, o Caminho do Poço Preto e a Trilha da Canafístula. A Trilha das Cataratas permanece aberta à visitação, enquanto o Caminho das Bananeiras está fechado para obras.

Na Argentina, parque reabre, mas Garganta do Diabo permanece fechada

Do lado argentino, o Parque Nacional Iguazú retomou a visitação às 8h desta terça-feira (13), após permanecer fechado preventivamente na segunda-feira (12). Com a redução gradual da vazão, foram reabertos os circuitos Superior e Inferior e o Sendero Verde. A Garganta do Diabo e o Sendero Macuco continuam interditados, segundo informações da concessionária Iguazú Argentina divulgadas pela imprensa local.

Protocolo de segurança

No lado brasileiro, o Parque Nacional do Iguaçu mantém monitoramento diário da vazão, que passa a ser realizado de hora em hora durante períodos de cheia.

O protocolo prevê o fechamento preventivo da passarela quando o volume ultrapassa 8,5 milhões de litros por segundo e apresenta tendência de aumento. A retirada das grades ocorre quando a vazão está entre 9 milhões e 12 milhões de litros por segundo, também com tendência de alta.

Segundo a Urbia+Cataratas, a reabertura depende da avaliação da equipe técnica e da autorização de um engenheiro especializado, além do critério de vazão previsto no protocolo. 

Perguntas frequentes sobre a cheia nas Cataratas do Iguaçu

Qual é a vazão atual do Rio Iguaçu nas Cataratas?

Na segunda-feira (12 de outubro de 2026), o Rio Iguaçu atingiu 11,8 milhões de litros por segundo nas Cataratas — o maior volume registrado em 2026. Nesta terça-feira (13), a vazão foi de 10,5 milhões de litros por segundo. Segundo a Urbia+Cataratas, concessionária da visitação, o volume pode alcançar 13 milhões de litros por segundo nas horas seguintes.

O que está aberto e o que está fechado no Parque Nacional do Iguaçu durante a cheia?

A Trilha das Cataratas segue aberta à visitação. Estão interditados a passarela, o Circuito São João, o Espaço Usina, o mirante inferior do Espaço Naipi, o Caminho do Poço Preto e a Trilha da Canafístula. O Caminho das Bananeiras está fechado para obras. Do lado argentino, o Parque Nacional Iguazú reabriu nesta terça-feira (13) os circuitos Superior e Inferior e o Sendero Verde — a Garganta do Diabo segue fechada.

Por que o Parque retira as grades da passarela das Cataratas?

A retirada das grades integra o protocolo de segurança do Parque Nacional do Iguaçu, acionado quando a vazão do rio ultrapassa limites definidos. O objetivo é garantir a livre passagem da água durante a cheia e evitar que as grades sejam danificadas pela força da corrente, o que poderia atingir visitantes e a estrutura da passarela.

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