Professores e funcionários de escola realizaram, neste sábado (30), um ato em memória do 30 de agosto de 1988, ocasião em que trabalhadores foram vítimas de violência do Estado enquanto reivindicavam direitos. Em Curitiba, o ato aconteceu na Boca Maldita, no centro da cidade.
“O dia 30 de agosto, ele é histórico, não apenas como um dia de luto pelo massacre que aconteceu na educação em 88, com o Álvaro Dias, que lançou bombas e cavalos sobre a nossa categoria que reivindicava melhores condições de trabalho e carreira. Ele é um dia de luta, porque a gente, todos os anos, rememora isso para que esse fato não mais aconteça”, destacou o secretário Geral da APP-Sindicato, Celso dos Santos.
Segundo o Sindicato, o ato também serviu para denunciar o governo Ratinho Jr. (PSD), que chegou a ameaçar mandar prender a presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto. “Nesse 2025, a pauta continua sendo a violência, não necessariamente a violência física, mas as novas formas de violência que o Estado tem encontrado para usar ou para tratar com os trabalhadores da educação. Então a gente traz para a rua o assédio, o adoecimento, as pressões, as punições por atestados médicos, a sobrecarga de trabalho, a privatização das escolas, as terceirizações, a militarização, a falta de valorização salarial”, explicou a professora.

Entre as ações criticadas pelo sindicato, estão exemplo a recente mudança aplicada na regra para pagamento da gratificação GTE, os descontos de mais de R$ 2 mil em salários de trabalhadores que estão em licença saúde e maternidade etc.
Durante a manifestação, no centro da capital, várias lideranças fizeram uso da fala, se dirigindo também às pessoas que passavam pelo local. A vice-presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e secretária de Assuntos Jurídicos da APP-Sindicato, Marlei Fernandes.