Uma nota técnica divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta que 43,1% dos professores de educação básica do Paraná deixarão de pagar impostos com a ampliação da faixa de isenção do imposto de renda. Antes o percentual isento era de apenas 17,1%.
Com a cifra, o estado quase triplicará o número de professores da educação básica isentos do pagamento de Imposto de Renda com a isenção para quem ganha até R$ 5 mil. A lei foi proposta e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e começa a valer em 2026. O texto também estabelece descontos para rendas de até R$ 7.350 mensais.
Outros 23,4% dos professores da educação básica no estado paranaense serão contemplados com a redução das alíquotas de pagamento, nesta faixa.
O estudo indica ainda que o percentual de professores da educação básica no Paraná que terão tributação com a alíquota máxima de 27,5% ao mês vai cair de 58,4% para 30,5% do total de professores no estado.

Por outro lado, há diferenças na incidência da nova tabela do IRPF entre docentes das redes pública e privada. Embora o setor público concentre a maior parte dos vínculos docentes no país, é na rede privada que a ampliação da faixa de isenção tem efeito proporcionalmente mais intenso: após a reforma, 82,2% dos professores de escolas particulares estarão isentos, percentual muito superior ao observado na rede pública (42,5%).
A disparidade reflete a estrutura salarial das duas redes, segundo o Ipea. No setor público, a remuneração média é mais elevada e relativamente homogênea. Já na rede privada, predominam jornadas parciais, maior dispersão salarial e valores médios mais baixos. Como consequência, um contingente muito maior de docentes do ensino privado passa a se enquadrar no limite anual de isenção.