O caso de uma diretora de escola contaminada por coronavírus levou professores da rede municipal de Curitiba a questionar o protocolo da prefeitura para casos do gênero. Um coletivo de funcionários da educação pede que não apenas a pessoa doente, mas também as que tiveram contato direto com ela sejam afastadas.
A situação ocorreu no CMEI João Carlos Pisani, no Tatuquara. Segundo a prefeitura, a diretora da unidade teve a confirmação da Covid no sábado, e foi imediatamente afastada. No momento, a rede municipal ainda não está recebendo alunos, e só havia professoras e servidores no local. As aulas devem começar no próximo dia 18.
Para os representantes do coletivo "Sismuc Somos Nós", um grupo que se autointitula como oposição à atual gestão do sindicato da categoria, as medidas tomadas nesse tipo de situação são excessivamente tímidas. Num vídeo que circulou pelas redes sociais, as professoras dizem que seria necessário afastar também as professoras e demais profissionais que tiveram contato com a professora na semana anterior.
Segundo o coletivo, a diretora teria tido a confirmação do contágio já na quinta-feira, e embora tenha deixado a unidade, tudo continuou acontecendo como antes.
A prefeitura diz que tudo foi feito de acordo com normas de segurança. O protocolo, diz a Secretaria de Educação, será esse: o afastamento é unicamente de quem tem sintomas ou caso confirmado. Além disso, caso alguma pessoa tiver tido contato demasiadamente próximo (abraços, beijos) pode também ser afastada. Como por enquanto não foi o caso, as atividades no CMEI seguem normalmente.