O servidor Wilton Correia Paz foi reintegrado provisoriamente à Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) por determinação judicial. A reintegração foi formalizada pela Portaria PROGESP-DICAR nº 2026.238, assinada em 30 de setembro pela pró-reitora de Gestão de Pessoas, Eliane de Fátima Rauski.
De acordo com o documento, a medida foi adotada “em cumprimento à Sentença Judicial” referente ao processo movimento pelo servidor, que havia sido afastado por supostamente invadir o sistema da UEPG.
A reintegração ocorre pouco mais de um ano depois de o servidor ter sido demitido pela universidade após um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O caso foi noticiado pelo Plural em setembro de 2025. Na ocasião, Paz afirmou ter sido vítima de perseguição, enquanto a UEPG sustentou que ele havia acessado indevidamente o sistema interno da instituição.

Segundo a reportagem do Plural, o servidor trabalhava na UEPG desde 1997. A acusação é de que ele havia utilizado suas credenciais para acessar dados relacionados à folha de pagamento da universidade. As informações foram posteriormente divulgadas por ele nas redes sociais, em meio a uma denúncia sobre um suposto esquema de “rachadinha” relacionado à disputa pela reitoria.
Paz também afirmou que o processo disciplinar teria sido utilizado como forma de retaliação em razão de conflitos anteriores com a administração da universidade e de seu posicionamento durante a eleição para a reitoria. A UEPG, por sua vez, afirmou que o processo teve duração de três anos, com produção de provas, oitiva de testemunhas e garantia de contraditório e ampla defesa. O Conselho Universitário confirmou a demissão por maioria.
Provisoriamente
Apesar da nova portaria não houve o encerramento da disputa judicial ou uma decisão definitiva sobre o mérito das acusações. O documento fala expressamente em “reintegrar provisoriamente”.
Não há prazo para que o processo judicial seja encerrado e o servidor já voltou para suas funções.
