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Olimpíada de Robótica do IFPR reúne centenas de estudantes no Litoral

Estudantes dos 26 campi participam de provas, trocam experiências e colocam em prática conhecimentos de programação, eletrônica e robótica

Olimpíada de Robótica do IFPR reúne centenas de estudantes no Litoral
Encontro aproxima estudantes de todos os campi em atividades até quinta (8). Foto: Divulgação

A Olimpíada de Robótica do Instituto Federal do Paraná (IFPR) mobiliza estudantes de diferentes campi em competições que envolvem programação, eletrônica e tecnologia. Realizado em Matinhos, no Litoral do Paraná, o evento começou na terça-feira (6) e segue até quinta (8). Ao todo, 124 robôs desenvolvidos pelos estudantes participam das atividades.

A Olimpíada reúne estudantes de todos os 26 campis do IFPR e coloca em prática conhecimentos trabalhados nos cursos e em projetos de robótica desenvolvidos ao longo do ano. Antes de chegar às pistas e arenas, as equipes passam por etapas de planejamento, construção, programação e testes dos equipamentos, mobilizando conhecimentos de áreas como eletrônica, mecânica e programação.

Ezequiel Burkarter, pró-reitor da PROPPI (Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação) do instituto explica que a robótica funciona justamente como uma forma de transformar conteúdos trabalhados em sala de aula em problemas concretos que precisam ser resolvidos pelos estudantes.

"Além da formação técnica, [o IFPR] também proporciona aos estudantes a possibilidade de participar de projetos de pesquisa, extensão e inovação. A proposta é colocar esses jovens em contato com tecnologias, vivências e experiências que levem ciência, tecnologia e inovação aos diferentes territórios onde o Instituto está inserido", comenta.

A competição estadual é precedida por etapas realizadas dentro dos próprios campi. Segundo Cleverson Pereira Leal, diretor da Agência de Inovação do IFPR, os estudantes que se destacam e são premiados nas disputas locais avançam para a etapa que reúne as equipes classificadas de diferentes unidades da instituição.

Neste ano, a fase estadual acontece em Matinhos. As atividades contam com a parceria da UFPR (Universidade Federal do Paraná), que, por meio do Setor Litoral, cedeu o ginásio utilizado para as competições.

Como funcionam as provas

No Seguidor de Linha, o desafio é fazer com que o robô percorra, de maneira autônoma, um trajeto determinado. Sensores instalados no equipamento identificam a linha da pista, enquanto a programação desenvolvida pelos estudantes determina como a máquina deve reagir ao longo do percurso.

A modalidade reúne 53 equipamentos. São 24 robôs construídos com kits didáticos Lego e outros 29 de arquitetura aberta, categoria em que as equipes têm maior liberdade para definir a estrutura, os componentes e as soluções adotadas na construção.

No Sumô, dois robôs se enfrentam dentro de uma arena com o objetivo de retirar o adversário da área de disputa. Para isso, as equipes precisam combinar força, velocidade, sensores e estratégias de movimentação.

São 61 equipamentos distribuídos em três categorias: 20 robôs Lego de um quilo, 20 de arquitetura aberta de até 500 gramas e outros 21 de arquitetura aberta com um quilo. As diferenças de peso e de construção também interferem nas estratégias adotadas durante os confrontos.

Já a modalidade Resgate reúne dez robôs e tem como referência a Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). Nela, os equipamentos precisam percorrer de forma autônoma um ambiente que simula uma situação de resgate, superar obstáculos e executar tarefas ao longo do trajeto.

Nesse caso, programação, sensores e estrutura mecânica precisam funcionar de maneira integrada. O robô deve interpretar o ambiente e tomar decisões durante o percurso sem ser controlado diretamente pelos estudantes.

Mais do que a competição

O desempenho nas provas é resultado de um processo que começa antes da Olimpíada. Durante o desenvolvimento dos projetos, os estudantes testam repetidamente os equipamentos, identificam falhas e fazem alterações tanto na programação quanto na estrutura dos robôs.

Um erro durante o percurso, por exemplo, pode exigir mudanças no código. Problemas relacionados a equilíbrio, velocidade ou força podem levar à troca de componentes ou à revisão da própria construção. O processo também exige divisão de tarefas, tomada de decisões e trabalho em equipe.

Para Cleverson, a Olimpíada materializa uma das dimensões da formação oferecida pelo Instituto Federal ao aproximar os estudantes de atividades de pesquisa, extensão e inovação, além do conteúdo desenvolvido nos cursos técnicos.

Segundo ele, a competição permite que os participantes mobilizem conhecimentos científicos e tecnológicos para resolver problemas concretos, ao mesmo tempo em que desenvolvem habilidades como liderança e trabalho coletivo.

A integração entre os diferentes campi é outro objetivo do evento. Atualmente, o IFPR conta com 26 unidades em funcionamento e oferece desde cursos técnicos integrados ao ensino médio até graduações, pós-graduações e programas de mestrado. A instituição também passa por um processo de expansão, com novos campi previstos no estado.

Ao reunir estudantes e servidores de diferentes regiões, a Olimpíada permite que projetos desenvolvidos em um campus sejam conhecidos por participantes de outras unidades e cria oportunidades para a troca de soluções, experiências e contatos.

Para Cleverson, encontros desse tipo ajudam a transformar a rede do Instituto em uma experiência que ultrapassa os limites de cada campus. Um projeto desenvolvido em Jacarezinho, por exemplo, pode entrar em contato com uma iniciativa semelhante realizada em União da Vitória, estimulando novas redes de pesquisa e inovação.

A proposta, segundo o diretor, é que essa formação também se conecte às diferentes realidades do Paraná. Nesse sentido, a Olimpíada de Robótica integra um conjunto de ações do IFPR voltadas à educação profissional e tecnológica, à ciência, à pesquisa e à inovação em diferentes regiões do estado.

Integração entre os campi

A Olimpíada também funciona como ponto de encontro de estudantes e servidores de diferentes regiões do Paraná. Segundo Cleverson, essa integração permite não apenas a troca de experiências, mas também a formação de redes entre pessoas que desenvolvem projetos semelhantes em diferentes unidades.

“Cada participante vem de uma realidade distinta, e esse encontro permite a construção de relações profissionais, redes de contato e experiências de trabalho em equipe, sempre considerando as diferenças e as especificidades dos diversos territórios do Paraná”, afirma.

Para o diretor, o encontro permite que trabalhos desenvolvidos em diferentes pontos do estado se aproximem. Um estudante que pesquisa uma solução tecnológica em Jacarezinho, por exemplo, pode conhecer outro que desenvolve um projeto semelhante em União da Vitória.

Cleverson afirma que a Olimpíada também materializa a proposta dos Institutos Federais de aproximar educação, ciência e tecnologia das diferentes regiões atendidas pela instituição.

“A realização desta etapa da Olimpíada de Robótica, reunindo estudantes de diferentes campi, materializa essa política. Durante esse período, eles participam de uma competição que envolve ciência e tecnologia e colocam em prática conhecimentos técnicos ensinados e discutidos nos campi”, afirma.

Atualmente, o IFPR possui 26 unidades em funcionamento e passa por um processo de expansão. Para Cleverson, eventos como a Olimpíada permitem que essa rede também seja construída na prática, aproximando estudantes, servidores e projetos desenvolvidos em diferentes regiões do Paraná.

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