Dados do Painel da Ouvidoria Nacional do Ministério do Direitos Humanos apontam que o Paraná teve 1198 casos de violações de direitos da população LGBT+ neste ano, até agora. Em Curitiba foram 668 casos.
O levantamento versa sobre qualquer fato que viole direitos humanos das vítimas: maus-tratos, tráfico de pessoas, exploração sexual e outras. Do montante, apenas 264 casos viraram denúncias formalizadas, 102 delas em Curitiba.
Os dados apontam a gravidade da situação, todavia, podem estar subnotificados já que muitas das violações ocorrem de maneira velada. “Quando falamos da realidade da comunidade LGBTQIA+, os desafios são imensos: essas pessoas sofrem diariamente com preconceito, exclusão social, violação de seus direitos fundamentais, muitas vezes falta de apoio familiar e barreiras para acessar oportunidades educacionais e profissionais. Tudo isso pode resultar em consequências graves, como angústia emocional, sofrimento psicológico, tristeza profunda, depressão e até tentativas de suicídio”, explica a coordenadora da faculdade de Direito da Anhanguera de Ponta Grossa, Camila Escorsin Scheifer.
Como denunciar
Qualquer pessoa pode fazer denúncias, seja a vítima ou mesmo quem tenha conhecimento do que acontece com outra pessoa. As denúncias podem ser realizadas por diversos meios, seja através da Polícia Militar (190), Civil (197), o Disque 100 e canais eletrônicos. Também é possível acionar o Ministério Público, ou o Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CNCD/LGBT) e, em Curitiba, o Grupo Dignidade.