Em Curitiba, o 1º de Maio reuniu trabalhadores, sindicatos, estudantes e movimentos sociais pelas ruas centrais pelo fim da escala 6x1 e por melhores condições de trabalho. O ato terminou na praça Rui Barbosa com apresentações culturais e feira de economia solidária.
O movimento unificado teve início na praça Eufrásio Correia, em frente à Câmara Municipal da cidade. Antes da marcha houve falas sobre jornadas excessivas de trabalho e baixa remuneração dos trabalhadores.
A exemplo de outros atos puxados por trabalhadores, o plano era fazer uma intervenção dentro do shopping Estação, para conscientizar os trabalhadores da empresa. Contudo, a Polícia Militar impediu a entrada dos manifestantes, e posicionou viaturas em todas as entradas do shopping, apesar de a empresa já ter seguranças para fazer a guarda patrimonial.

A marcha seguiu pelas ruas próximas ao shopping e ao longo do trajeto, funcionários de locais que abrem aos domingos fizeram fotos e gestos de apoio. Também houve distribuição de marmitas, que foram retiradas por pessoas em situação de rua e muitos trabalhadores informais, como entregadores de aplicativos.
O Movimento dos Trabalhadores Informais Taxas (MTIT) entregou panfletos com reivindicações. Na pauta, valores justos por horas e diárias, acesso à alimentação, remuneração extra para atividades exercidas em período noturno, feriados e fins de semana e fornecimentos de equipamentos de segurança.
Membros da União Paranaense de Estudantes Secundaristas (UPES) também se juntaram ao ato, assim como trabalhadores indígenas e membros da movimentos pela moradia em Curitiba.
Fim da escala 6x1
No Congresso Nacional a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria da deputada Érika Hilton (PSOL), que encerra a escala 6x1 foi protocolada em fevereiro deste ano, todavia, ainda não foi analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para início da tramitação.



Shopping Estação com entradas protegidas pela PM para impedir intervenção dos manifestantes e entregador de aplicativo registrando ato enquanto se deslocava para entrega | Fotos: Tami Taketani/Plural.
Sindicatos e organizações patronais resistem à discussão da pauta porque entendem que isso elevaria os custos operacionais das empresas, que foram beneficiadas pelo arranjo da contratação via Pessoa Jurídica – e não contrataram mais mão de obra, como era previsto.
Em Curitiba, a Câmara de Vereadores tem um projeto que que proíbe as empresas que fecham contrato com a Prefeitura de Curitiba e a Câmara Municipal de funcionar em escala 6x1. A autora do PL é a vereadora Professora Angela (PSOL), que participou do unificado do Dia do Trabalhador nesta quinta-feira (01).