Nesta semana, membros de coletivos socioambientais de Curitiba devem entregar ao prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), uma carta contra a derrubada de 100 mil metros de Mata Atlântica para expandir o aterro sanitário em Fazenda Rio Grande, que recebe resíduos dos municípios da Região Metropolitana e da capital.
Na última semana, manifestantes se reuniram em frente à prefeitura, sob a sombra de uma araucária, e protestaram com cartazes contra a derrubada da mata nativa. O ato aconteceu em Curitiba porque Pimentel é presidente do Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Urbanos (Conresol).
Participaram do protestos os coletivos: 1 Milhão de Árvores, Ekoa, Rede Curitiba Climática, SOS Arthur Bernardes, Ekoa UFPR, Instituto Nhadecy, Lixo Zero, BelaHortinha, além do MTST e cidadãos.
Entenda
No início do mês a prefeitura de Curitiba informou que unirá dois maciços de resíduos do aterro sanitário de Fazenda Rio Grande, para aumentar a vida útil do local. A liberação para a supressão da vegetação aconteceu após uma reunião de Pimentel com o Ibama em Brasília, já que em esfera estadual, a autorização havia sido negada.
A ampliação do aterro sanitário vai impactar o Refúgio de Vida Silvestre do Bugio, localizada em territórios de três municípios: Curitiba, Fazenda Rio Grande e Araucária. Saiba mais:
https://www.plural.jor.br/noticias/vizinhanca/solucao-de-pimentel-para-aterro-sanitario-vai-eliminar-100-mil-metros-de-mata-atlantica/
Os coletivos ainda coletam assinaturas para a carta contra o corte das árvores. O documento está disponível para adesão aqui.