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Aplicativo de transporte exclusivo para mulheres começa a operar em Curitiba

Mulheres que queiram trabalhar como motoristas estão sendo cadastradas

Aplicativo de transporte exclusivo para mulheres começa a operar em Curitiba
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A partir do dia 29 de setembro Curitiba contará com o aplicativo de transporte Lady Driver, que é voltado exclusivamente para mulheres (tanto motoristas quanto passageiras). O app já funciona em 135 cidades brasileiras e busca unir segurança com geração de renda.

Em Curitiba a responsável pela licença do app é Juliana Silva Carneiro. Ela conheceu o aplicativo por meio de um podcast. “Depois que eu ouvi o programa busquei o app para que minha enteada pudesse usar e vi que não estava disponível aqui. Aí conversei com minha esposa e decidimos trazer”, conta.

O investimento inicial para a licença fica em torno de R$ 75 mil, mas a cifra varia de acordo com a cidade. O cálculo é feito mediante a estimativa populacional e leva em consideração o número de mulheres economicamente ativas em cada município.

Trabalho

O diferencial em relação aos outros aplicativos é a disponibilidade exclusiva de motoristas mulheres. O cadastramento para trabalhar em Curitiba já começou e pode ser feito diretamente no app. “Nossa proposta é oferecer uma alternativa de renda para as mulheres, com a segurança de saber quem elas vão transportar. Mais do que um emprego, ser Lady Driver pode ser uma forma de aumentar a renda da família, permitir à mulher trabalhar em seus horários vagos ou até complementar a aposentadoria”, explica a empresária.

Equipe da Lady Driver em Curitiba | Foto: divulgação

É possível agendar viagens com antecedência e também favoritar motoristas, o que permite melhor organização entre usuárias e trabalhadoras. Além disso, as motoristas são remuneradas desde o aceite da corrida.

O carro utilizado para o trabalho não precisa estar em nome da motorista, mas é obrigatório que tenha 4 portas, 5 lugares, ar-condicionado e tenha sido fabricado em 2013 ou anos posteriores.

Segurança

Em junho deste ano uma moradora de Colombo, região metropolitana de Curitiba (RMC), afirmou ter sido vítima do ‘golpe do cheiro’ em um veículo a serviço da Uber. A passageira disse que sentiu um odor doce antes de se sentir mal. Ela registrou um boletim de ocorrência.

Antes disso, em abril, um motorista da 99 agrediu fisicamente uma passageira em Piraquara, também na RMC. A empresa lamentou o ocorrido e desligou o motorista do app.  

Outra questão é sobre a insegurança para mulheres que se deslocam para locais desconhecidos ou à noite. A fundadora da startup, Gabryella Corrêa, relata que a ideia surgiu após ela ser vítima de assédio com amigas, em 2016.

“Diante da falta de se ter um serviço que atendesse às nossas necessidades, vi a oportunidade de criar para nós, mulheres, uma plataforma que zelasse nãosó pelo conforto e praticidade de locomoção, mas principalmente pela nossa segurança em um dos países que mais fazem mulheres vítimas de assédio no mundo”.

Planejamento

Atualmente há 80 mil motoristas cadastradas no app em todo país. No Paraná, cidades como Maringá, no Noroeste e Londrina, no Norte, já contam com o Lady Driver.

Depois do início da operação em Curitiba, a expectativa é que o app também atenda cidades da região metropolitana, mas ainda não há prazo para que isso ocorra.

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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