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Porto de Cima Cultural fortaleceu as artes e a memória de Morretes

A 1ª edição do projeto promoveu oficinas, ações educativas e documentou a presença negra e indígena na região

Porto de Cima Cultural fortaleceu as artes e a memória de Morretes
Foto: Leonardo Barbosa/Divulgação

Entre fevereiro e agosto de 2026, a população de Morretes participou das atividades promovidas pela 1ª edição do Porto de Cima Cultural. A programação promoveu oficinas de teatro, breaking, desenho, música, construção de instrumentos percussivos, educação ambiental, turismo, produção de eventos e Libras, todas no Barracão São Sebastião. Durante os encontros, os moradores compartilharam conhecimentos, conheceram mais sobre as histórias da região e aprenderam novas linguagens. 

Além de ações voltadas à memória, à educação antirracista e à valorização das culturas negra e indígena, foram realizadas dez oficinas gratuitas, com a participação de mais de 300 pessoas, entre crianças, adolescentes, jovens e adultos. No encerramento, o público conferiu apresentações, exposições, roda de conversa e uma mostra dos trabalhos feitos.

Segundo a produtora executiva e professora de teatro do projeto, Kamylla Paola dos Santos, a proposta do projeto também apresenstou ferramentas para a geração de renda na comunidade. “Outro foco muito importante do projeto foi trazer luz à presença negra e indígena no Porto de Cima. Este é um território marcadamente negro e indígena, mas ainda se fala e se escreve muito pouco sobre essa história”, explica Kamylla.

Memória e valorização 

A valorização da memória local esteve presente tanto nas oficinas quanto nos registros produzidos pelo projeto. Moradores foram convidados a compartilhar histórias familiares, saberes tradicionais e suas relações com Porto de Cima e com a região de Morretes.

Outro braço do Porto de Cima Cultural promoveu ações na rede pública de ensino de Morretes, com encontros de Letramento Racial para Educadores, discussões sobre práticas antirracistas no cotidiano pedagógico e a aplicação das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008 (que estabelecem a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena).

Libras

Uma das formações realizadas ao longo dos seis meses foi a oficina de Libras, conduzida pelo professor Nathan Sales. As aulas partiram dos interesses e das experiências dos participantes para aproximar o aprendizado da língua do cotidiano da comunidade. 

“Cada turma nova também representa uma oportunidade de aprendizado. São pessoas diferentes, outras perspectivas e perguntas que muitas vezes nos levam a pesquisar e aprender coisas novas. Então, estar aqui foi uma troca muito rica”, conta Nathan.

A conclusão da oficina resultou em um vídeo produzido pelos próprios alunos. Primeiro, a história foi roteirizada em Libras e, posteriormente, traduzida para o português. 

Material documental permanente

Entre os resultados permanentes do projeto, a equipe produziu vídeos documentais e um catálogo digital dedicado a espaços e personalidades negras e indígenas de Porto de Cima e de outras regiões de Morretes.

O Porto de Cima Cultural foi aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura – Governo Federal, por meio do Edital Viva Cultura.

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Assuntos: cultura

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