Texto de Lara Oliveira, aluna de Jornalismo da PUCPR
Sob orientação de Luciana Nogueira Melo
Começou nessa quarta-feira (29) o Festival de Cinema Fantástico de Curitiba, o Djanho! Por uma semana, os amantes do terror podem assistir a 53 produções de onze países e quatro continentes. Entre longas-metragens e curtas, mais de 10 filmes curitibanos ganham espaço nas telonas, os títulos se dividem entre um longa, nove curtas – um gravado em Joinville – e dois episódios de uma websérie. A programação ainda tem palestras e bate-papos – inclusive com realizadores das produções locais.
As sessões e atividades principais são no Cine Passeio, Cinemateca de Curitiba, Museu de Ciências Forenses (antigo Necrotério do IML) e no Espaço Cadeia Produtiva do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR). Os ingressos no Cine Passeio custam R$6 e, nos outros espaços, as sessões são gratuitas.
Terror made in Curitiba
A identidade do evento é bem curitibana – a gente nem precisava comentar isso, pois o nome do festival é "Djanho" (gíria da cidade que significa algo diabólico ou surpreendente, falada sempre com um toque de humor). Voltando ao que interessa, a programação é uma oportunidade de prestigiar o cinema local e conferir se quem anda pelas sombras de nossos sets de filmagem consegue deixar você de cabelo em pé.
Então, para dar aquele empurrãozinho (que não é escada a baixo) o Plural reuniu as informações sobre os filmes de terror com sotaque "leite-quente" do festival. Na lista, estão as sinopses, datas e horários dos destaques curitibanos em cartaz. Confira a seguir.
Filmes curitibanos no Djanho!
Aloha, Malandro (2024)
Com direção de Evandro Scorsin, “Aloha, Malandro” (2024) é um longa-metragem de uma hora e onze minutos de duração que acompanha Jairo, um homem sem grana que sonha em levar uma vida tranquila e sem esforços no Havaí.
A trama começa quando seu meio-irmão, Barãozinho, se envolve com a irmã de um contrabandista de arte e Jairo pensa ter encontrado a oportunidade perfeita para mudar de vida, roubando o criminoso. No entanto, ele não premeditou se apaixonar, nem se envolver em assassinatos e ver o plano de seus sonhos virar um grande pesadelo.
Exibição no Cine Passeio, no domingo, dia 2 de novembro, às 17h. A sessão conta com a presença dos realizadores e o ingresso tem o valor único de R$6,00.
Tente Sua Sorte (2024)
Responsável pela direção, Guenia Lemos também fez a produção de roteiro do curta de dezoito minutos de duração “Tente Sua Sorte” (2024).
Vencedor do prêmio de Melhor Atriz de Curta Internacional no Los Angeles Brazilian Festival - LBRFF 2025 - pela atuação da atriz Caroline Roehrig, o filme tem uma proposta intrigante. O curta começa quando uma mulher encontra no elevador de seu prédio um dado e um convite para tentar sua sorte.
O curta será exibido na Sala Groff da Cinemateca de Curitiba, na quinta-feira, 30 de outubro, às 19h30 (na abertura da sessão do longa “Edifício Bonfim”, dirigido por Lígia Walper e com co-direção de Tomás Walper Ruas.).
A entrada é gratuita, mas é bom chegar com antecedência para garantir seu lugar.
Ecos do Passado (2025)
Com duração de dez minutos, o curta “Ecos do Passado” (2025) foi dirigido por Ales de Lara e selecionado na categoria “Brazucas do Djanho”.
Do subgênero terror psicológico, o filme mostra uma mulher jovem chamada Eva que é assombrada e atormentada por traumas de seu passado. Entre sonho, memória e realidade, ela tenta escapar da dor que habita suas lembranças.
Exibições:
- sexta-feira, dia 31 de outubro, às 20h, no Museu de Ciências Forenses - antigo Necrotério do IML (como curta de abertura do filme “O Retorno dos Mortos Vivos” (1985) de Dan O’Bannon).
- sexta-feira, dia 31 de outubro, e na terça-feira, 4 de novembro, às 20h, no Espaço Cadeia Produtiva do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS).
Todas as sessões são gratuitas.
*As duas sessões no Espaço Cadeia Produtiva do MIS-PR contam com tradução em Libras.
Resgate nº 13 (2025)
Dirigido por Giovana Negrelli, o curta tem a menor duração da lista, quatro minutos apenas e foi selecionado na categoria Piazada do Djanho!
A produção tem uma premissa simples: A princesa Ara do planeta Nöto está presa na terra e aguarda seu resgate; após doze tentativas que não deram certo, nesta noite, a nave finalmente chega.
Exibições:
- na sexta-feira, dia 31 de outubro, às 20h, no Espaço Cadeia Produtiva do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS).
- no domingo, dia 2 de novembro, às 11h, no Cine Passeio (com os curtas Piazada do Djanho).
- na terça-feira, dia 4 de novembro, às 20h, no Espaço Cadeia Produtiva do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS) (com tradução em Libras).
As sessões no Espaço Cadeia Produtiva são gratuitas. A sessão no Cine Passeio tem o valor único de R$6,00.
Criaturas da Noite (2025)
O curta dirigido por Bruna Barbosa não foi filmado na cidade, mas teve parte da equipe de curitibanos, alunos e egressos do curso de cinema.
“Criaturas da Noite” (2025) tem treze minutos de duração e apresenta Camila, uma jovem que esconde um terrível segredo de sua família. Numa noite, ao sair de casa, ela conhece Viviane: uma garota destemida, que apresenta a ela um mundo proibido, mas cheio de possibilidades.
A produção será exibida no Cine Passeio, sábado, dia 1 de novembro, às 17h (na abertura do filme “Consequências Paralelas” (2025), com direção de Gabriel França).
Os ingressos custam R$ 6.
Além da Meia-Noite (2025)
Selecionado pela categoria Pupilos do Djanho, dedicada a filmes estudantis nacionais e internacionais, "Além da Meia-Noite" (2025) tem a direção de Emanuelle Cipriano e duração de onze minutos.
O curta apresenta Ana, uma mulher que trabalha sozinha em um orfanato abandonado prestes a ser vendido. Em uma noite, o elevador antigo estragado volta a funcionar e, o que era para ser algo bom, acaba se tornando um portal para o terror.
O filme será exibido na Sala Groff da Cinemateca de Curitiba, no domingo, dia 2 de novembro, às 14h (com os curtas do Pupilos do Djanho e da oficina do festival).
Ingressos gratuitos.
A Modelo (2025)
Baseado no conto "O Modelo de Pickman", de H.P. Lovecraft, o curta “A Modelo” (2025) é dirigido por Luiz H. Costa, com duração de quinze minutos.
No enredo, após a morte de sua mãe, Ana volta à casa de seu pai e se depara com uma coleção de quadros macabros que ele pinta para lidar com o luto. Logo, ela percebe que as pinturas são algo muito mais sinistro do que parecem.
O curta será no Espaço Cadeia Produtiva do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS), será no sábado, dia 1 de novembro, às 20h (na abertura da sessão de “Saltimbancos” (2025); com direção de Rafael Van Hayden, o filme é bem diferente da popular história infantil).
Ingressos gratuitos.
Curtas Estudantis
Delia (Unespar - 2025)
Dirigido por Aléxia Rocha e por João Emanuel Gomes, Delia tem dez minutos de duração.
A história acompanha uma mulher sentada no box do banheiro, rodeada por azulejos brancos. A única cor diferente nas paredes é uma pequena mancha de sangue.
A exibição é no domingo, dia 2 de novembro, às 14h, na Sala Groff da Cinemateca de Curitiba (com os curtas selecionados no Pupilos do Djanho e da oficina do festival).
Ingressos gratuitos.
O Baú (IFPR - 2025)
“O Baú” foi dirigido pela estudante Maya Boaretto. Com dez minutos de duração, o filme apresenta Mariana, uma mulher que encontra um baú com um bilhete e instruções enigmáticas, em sua porta. O que ela encontra na caixa muda tudo.
Exibições:
- na sexta-feira, 31 de outubro, e na terça-feira, 4 de novembro, às 20h, no Espaço Cadeia Produtiva do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS) (com tradução em Libras).
- no domingo, 2 de novembro, às 14h, na Sala Groff da Cinemateca de Curitiba (com curtas Pupilos Djanho e Máquinas do Djanho).
Ingressos gratuitos.
Meu Nome é Saracael tenho 14 anos (teria se tivesse viva) (Unespar - 2025)
Dirigido por João Emanuel Gomes e por Mônica Isabele Moroz, “Meu Nome é Saracael tenho 14 anos (se eu tivesse vivo)” (2025), tem seis minutos de duração.
Inspirado no cinema de horror japonês e nas “correntes amaldiçoadas” da internet dos anos 2010, o curta mistura lendas urbanas e fantasmas midiáticos para criar uma narrativa sobre o medo e a memória.
Exibição na Sala Groff da Cinemateca de Curitiba, no sábado, dia 1 de novembro, às 14h (com curtas das Máquinas do Djanho).
Novidade: O Retorno da Macabra Biblioteca do Dr. Lucchetti (episódios 1 e 2)
Websérie de Paulo Biscaia Filho
Como abertura do último filme da programação do festival, os episódios 1 e 2 de "O Retorno da Macabra Biblioteca do Dr. Lucchetti" serão exibidos no Espaço Cadeia Produtiva do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS).
O lançamento especial da websérie é quarta-feira, dia 5 de novembro, às 20h. (O Djanho promete surpresas para essa sessão.)
Ingressos gratuitos.
Bônus
O Tropical SOV (2025)
“O Tropical SOV” (2025) é uma coletânea de filmes com duração de uma hora e trinta e dois minutos.
Definido como uma antologia de 21 histórias insanas e bizarras que só poderiam acontecer no Brasil, dentro de uma grande gama de diretores, tem também realizadoras curitibanas.
Keisy Yamaki, Rebecca Capozzi e Juliana Hoffman Bordes marcam presença nessa grande produção maluca.
Exibição na Sala Groff da Cinemateca de Curitiba no sábado, dia 1 de novembro, às 19h30.
Ingressos gratuitos.
Djanho! Mostra Internacional e Interbairros de Cinema Fantástico de Curitiba, piá!
De 29 de outubro a 5 de novembro, em Curitiba-PR
Onde: Cine Passeio (Rua Riachuelo, 410); Cinemateca de Curitiba – Sala Groff (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174); Museu de Ciências Forenses da Polícia Científica do Paraná (antigo Necrotério, na Avenida Visconde de Guarapuava, 2652) e Espaço Cadeia Produtiva MIS-PR (Rua Barão do Rio Branco, 395).
Ingressos das sessões no Cine Passeio por R$ 6 e gratuitos nas outras exibições.
Programação completa e outras informações no site www.djanho.com ou no perfil do evento no Instagram.