16 fev 2021 - 1h00

O que você fala transforma

Assim como a televisão, as redes sociais viraram uma vitrine para escolhermos quem melhor nos representa na sociedade e quem queremos ser

O tempo todo estamos educando, mas nem todas as vezes é para o bem.

Quando “ensinamos” algo, na nossa cabeça estamos ensinando o melhor. Me refiro aqui a mães, professores, líderes.

No entanto, estamos sempre “educando” não importa nossa atividade profissional ou intenção. O que ouvimos, o que vestimos, o que comemos: tudo acaba representando alguém.

Nós somos exemplo pro bem ou pro mal.

É fácil perceber isso com a moda e artistas têm o dom de manifestar em massa o que pode ser replicado sem medo.

Encontramos na TV, nas redes sociais, nos livros e nas pessoas modelos de ser-estar em sociedade, modos de vida e formas de construir uma narrativa sobre o real.

Mas qual mensagem estamos transmitindo com quem somos?

Assim como a televisão, as redes sociais viraram uma vitrine para escolhermos quem melhor nos representa na sociedade e quem queremos ser.

Funciona como um tipo de treinamento ou até doutrinamento.

Tudo isso não é para fazer uma manifestação contra as redes socais ou iniciar uma teoria da conspiração. De forma alguma. Tudo isso é pra falar de comunicação transformadora.

Eu li dia desses algo que me chamou tanta atenção que comecei a pensar na importância do que falamos, do que representamos: “Nem sempre as pessoas sabem que sua história transformou a vida delas”.

Há uma amiga muito querida que me fala que nunca esquece algo que eu disse há anos e isso a ajudou muito com as preocupações da rotina dela e da família. Vez em quando ela me relembra e fico tão grata por saber que isso fez um bem danado para aumentar a fé dela em si mesma e para diminuir o estresse diário.

Era quase fim do mês e ela estava muito apavorada porque não havia conseguido bater a meta para pagar suas contas. Eu disse a ela: “Espere. O mês ainda não acabou!”.

Ela disse ter ficado tão pensativa e analisando aquela minha fala dita com tanta segurança e, no fim, ela não só bateu a meta como a excedeu. E tudo deu certo. Desde então ela sempre lembra dessa afirmação quando começa a se preocupar demais.

Mas isso ela só me contou anos depois quando nos reencontramos, visto que nossa amizade começou por motivos profissionais.

Muitas vezes contar sua experiência pode ser o que falta para transformar vidas, mas nem sempre vamos saber se realmente foi transformador. Às vezes, não há oportunidade de se contar, às vezes, as pessoas simplesmente não falam por medo, por vergonha, por receio, por orgulho.

Quantas vezes eu abri minha boca para dar feedbacks, conselhos ou até servir de ombro amigo e não tive qualquer retorno? Inúmeras. E devo ter feito o mesmo também porque às vezes a gente nem quer relembrar nada: só que ir para frente, dar movimento à vida, seguir.

Quando você tiver algo importante para dizer, solta a tua voz.

Não se reprima se o que você tem aí guardado pode ser justamente o que falta para transformar a vida de alguém. Se pode acrescentar, e se há empatia com quem se fala, fale. Talvez você não saiba, mas você pode estar fazendo a diferença no mundo.

Comunique o que faz bem!


Para ir além

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