Onde Lia é finalmente vista
Os ácaros e fungos me identificam antes que eu a eles: se entro num sebo, um dos ambientes que eles habitam, logo me atacam
Onde Lia não tem palavras
Deitado de lado, em jejum, observo meus semelhantes
De mãos limpas, sem luvas e bisturi, abro a pele e vejo a primeira “cicatriz”, uma dedicatória
A gente, que aprendeu a admirar o contorno das coisas, esquece como é legal espiar para o lado de lá da moldura
Hoje o vocabulário, a música e a poética da novilíngua esta presente em muitos "sucessos" tocados nas rádios
A luz à minha volta se expande para dentro da matéria. Me sinto cercado pelos deuses. Súbito, me sorvem, sou parte deles, no sopro para fora que é um regressar a si, fundamente
A questão da falta de espaço parece ser recorrente na vida das pessoas
Onde Lia não pode aparecer