Um jogo para não esquecer
Ziquita, no centro da foto, é abraçado pelos companheiros.
Foi no dia 5 de novembro de 1978. O então Atlético recebia na Baixada o então Colorado. Por conta de Ziquita, o jogo se transformou em um dos capítulos mais incríveis da história do futebol paranaense, e, quiçá, do futebol brasileiro: o centroavante fez quatro gols em 12 minutos.
Na partida, válida pela segunda rodada do grupo F (um quadrangular semifinal), cerca de 8 mil torcedores acompanharam o clássico, que era tido por muitos como decisivo para a escolha de um dos finalistas do estadual. O Colorado, arrasador, meteu 2 gols no primeiro tempo. No segundo, continuou o massacre. Em poucos minutos o Colorado vencia por 4 a 0. Parte da torcida atleticana começou a deixar o estádio, cabisbaixa.
Mas, aos 30 minutos, o centroavante Ziquita cabeceou para diminuir a vantagem adversária. Aos 34, dominou a bola de costas para o gol e, de virada, balançou as redes coloradas pela segunda vez. Quem insistiu em ficar no estádio cruzava os dedos. Aos 36, novamente de cabeça, Ziquita marcou seu terceiro gol. Alguns torcedores, com o ouvido colado nos radinhos a pilha, trataram de volta ao estádio. E o herói rubro-negro fez seu quarto gol aos 43 minutos. Logo em seguida, Ziquita mandou uma bola que carimbou o travessão colorado. O quinto gol não saiu, mas Ziquita acabara de colocar seu nome para sempre na história do (então) Atlético e da Baixada.
E, como registrou a imprensa, “um massacre anunciado acabou se transformando em um empate com sabor de goleada”. E houve quem abrisse manchete a “São Ziquita”. Do lado do time adversário, o técnico Avelino Mosquito não resistiu e pediu demissão.