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Depois de aumento de mortes e casos, Curitiba fecha academias, bares e igrejas

Medida passa a valer a partir das 00h do dia 15 de junho e afeta outros estabelecimentos da cidade

Depois de aumento de mortes e casos, Curitiba fecha academias, bares e igrejas
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Neste sábado (13/6), a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba decretou o fechamento de academias, igrejas e templos, praças e parques públicos, bem como bares e clubes. A medida vem em razão do aumento de casos confirmados da Covid-19 na cidade, que triplicaram; e do crescimento de óbitos, que dobraram na última semana. A medida de fechamento passa a valer a partir das 00h da próxima segunda-feira (15/6).

Inicialmente o sistema de alerta estabelecido pela prefeitura indicava que os shoppings seriam fechados em caso de decretação de "bandeira laranja" (um nível de alerta médio, acima da "bandeira amarela"). No entanto, no anúncio feita pela secretária da Saúde, centros comerciais e shoppings terão apenas restrição de funcionamento das 12 às 20hs, de segunda a sexta.

Segundo a secretária, a alteração se deu porque "não se identificou casos de aglomeração nesses locais". Ou seja, por terem "cumprido o protocolo", os centros comerciais podem permanecer abertos. O mesmo, no entanto, não teria acontecido em outros setores. "Temos um óbito com ligação comprovada a atividades religiosas", disse.

O município registra 59 novos casos da doença e quatro novos óbitos. Agora, Curitiba soma 1.777 confirmações, 78 óbitos, 2.428 casos descartados, 311 suspeitos e 1.263 recuperados. Há, também, 167 pessoas internadas: 71 são casos graves, em UTI. A ocupação dos leitos de UTI exclusivos para pacientes do novo coronavírus chegou a 74%, a maior desde o início da pandemia.

"O retorno dessas atividades vai depender de termos uma melhora na transmissão da doença em Curitiba", declarou a secretária municipal de Saúde, Márcia Huçulak. A medida afeta, também, o horário de funcionamento de shoppings, galerias e centros comerciais - que só poderão atender em dias e horários específicos.

Segundo a médica infectologista, Marion Burger, as medidas do município servem para tentar evitar o colapso do sistema de saúde. "Todas essas medidas vão repercutir para sete, dez, ou 14 dias após. Porque é esse o período em que visualizamos o número de pessoas infectadas decrescendo se todos adotarem as medidas necessárias", disse a médica. "Tivemos que atuar em benefício do cidadão curitibano", justificou a secretaria.

Novas medidas

O decreto suspende o funcionamento das seguintes atividades:

Outras atividades devem funcionar com restrição de horário:

Os seguintes serviços devem operar com no máximo de 50% de sua capacidade de operação:

O decreto estabelece ainda que a suspensão das seguintes atividades é recomendável:

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