O Tribunal de Contas do Estado do Paraná já formou maioria para pagar um pacote milionário de salários ao conselheiro Maurício Requião. Os valores, que podem chegar a R$ 12 milhões, dizem respeito aos 13 anos em que o conselheiro esteve afastado do TCE por decisão judicial. Após conseguir anular a sentença que o retirava do cargo, Maurício Requião retomou as funções e exigiu todos os salários que não recebeu no período.
Na sessão desta semana, os conselheiros já deram quatro votos determinando que Maurício Requião tem direito aos atrasados. O julgamento, porém, não foi concluído em função de um voto divergente. Colocado no plenário como interino para completar o quórum, uma vez que Maurício Requião não poderia votar no próprio caso, o conselheiro Tiago Alvares Pedroso concordou com o pagamento, porém pediu que os cálculos dos valores fossem refeitos para que se descontem valores devidos ao Imposto de Renda, por exemplo.
O acordo deve terminar de ser julgado na semana que vem, e a expectativa é de que o Tribunal acabe de fato pagando cerca de R$ 12 milhões ao conselheiro. Quase R$ 1 milhão para cada ano que ele ficou fora do TC, sem trabalhar.
A exclusão temporária de Maurício Requião se deu porque o conselheiro foi nomeado durante o mandato de seu irmão, Roberto Requião, como governador do Paraná, e o processo de sua escolha foi questionado na Justiça.