A defesa de Renato Freitas protocolou na Justiça um mandado de segurança para devolver o mandato ao vereador, cassado nesta semana por decisão do plenário da Câmara de Curitiba. Segundo os advogados do vereador, as sessões extraordinárias para votar o processo de quebra de decoro foram marcadas de modo ilegal, sem respeitar os prazos necessários.
O caso foi levado à Vara de Fazenda Pública de Curitiba com pedido de liminar. De acordo com os advogados, as provas são todas documentais, e por isso não haveria nem mesmo necessidade de ouvir a Câmara antes da concessão da liminar.
A ideia da defesa é que Renato garanta a volta ao mandato antes mesmo de serem concluídos os procedimentos para sua cassação e a convocação da sua suplente, a estudante Ana Júlia Ribeiro (PT).
Renato Freitas foi cassado por 25 votos a 7 por ter entrado na Igreja do Rosário, no Largo da Ordem, em Curitiba, no dia 5 de fevereiro deste ano, durante protesto antirracista contra os assassinatos de dois homens negros. Segundo a maioria da Câmara, ao fazer um ato político na igreja, o vereador teria incorrido em quebra de decoro.