A promotora Cynthia Maria de Almeida Pierri, do Ministério Público Eleitoral, pediu a cassação do registro da chapa dos candidatos Eduardo Pimentel (PSD) e Paulo Martins (PL), prefeito e vice, nas eleições do ano passado. A ação foi movida pela candidata do PMB, Cristina Graeml, derrotada no segundo turno por Pimentel.
A suspeita é de abuso de poder político e abuso de autoridade por parte da chapa vencedora. No dia dia 3 de setembro, o PSD realizou um jantar de arrecadação de fundos no restaurante Madalosso. Um áudio divulgado pelo portal Metrópoles mostrou o então superintendente de Tecnologia da Informação da Prefeitura de Curitiba, Antônio Carlos Pires Rebello, supostamente coagindo servidores para comprarem convites do jantar. Os valores variavam de R$ 750 a R$ 3 mil.
A ação pede ainda que Pimentel, Paulo Martins e o ex-prefeito Rafael Greca fiquem inelegíveis por oito anos – até 2032. O caso será julgado pela 175ª Zona Eleitoral de Curitiba, com possibilidade de recurso ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso a chapa seja cassada, seria convocada uma nova eleição.
Na época, Eduardo Pimentel (que era vice-prefeit0) disse que o jantar foi organizado pelo PSD e que só foram utilizados recursos legais, do Fundo Eleitoral e de doações privadas. Ele e Greca negaram qualquer tipo de coação a servidores. Em nota, o prefeito disse que confia no arquivamento da ação. Segue a nota enviada pela assessoria do prefeito:
"Venci os dois turnos da eleição com o voto da maioria dos curitibanos. Foi uma vitória democrática em uma eleição limpa. Fui diplomado pela Justiça Eleitoral e, desde que fui empossado em 1º de janeiro, tenho me dedicado a trabalhar pelos curitibanos. Confio na Justiça e no arquivamento dessa ação sem sentido."