O deputado federal Filipe Barros (PL-PR) foi citado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no inquérito que apura possíveis crimes contra a soberania que teriam sido praticados pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Barros esteve em maio nos Estados Unidos e se encontrou com Eduardo Bolsonaro e com o congressista estadunidense Cory Mills, presidente do Subcomitê de Inteligência e Segurança Nacional da Câmara.
O deputado paranaense não é oficialmente investigado e não foi notificado. A suspeita é que ele tenha participado de alguma reunião para articular a imposição de sanções ao Brasil ou a autoridades brasileiras. Filipe Barros é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, apoiador de Jair Bolsonaro e candidato do ex-presidente ao Senado em 2026. Em janeiro, ele gravou um vídeo usando um boné da campanha de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.
Em nota, Barros disse que cumpriu agenda oficial. Segue a nota:
Embora até o momento não tenha sido citado formalmente no inquérito em questão e a inclusão de meu nome não me torne automaticamente investigado, esclareço que fui aos Estados Unidos em missão oficial da Câmara dos Deputados autorizada pela Presidência da Casa.
Na ocasião, me reuni oficialmente com meus homólogos – presidente do Comitê de Relações Exteriores e presidente do Subcomitê de Inteligência da Câmara dos Representantes.
Aliás, tratou-se da primeira vez que o presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Credn) da Câmara dos Deputados do Brasil foi recebido formalmente pelo Congresso Americano.
É um equívoco colossal querer vincular a missão oficial na qual estive a sanções econômicas que, por sua vez, resultam do alinhamento de Lula a autocracias do Eixo do Mal e sua notória e lamentável repulsa ao governo Trump.
Isso não passa de ficção para tentar destruir a reputação de meu trabalho no comando da Credn, além de ser um ataque à própria Comissão de Relações Exteriores e, ainda mais grave, uma clara tentativa de criminalizar a atividade do Parlamento.