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Após nova reunião de negociação, servidores municipais decidem encerrar greve em Curitiba

Movimento começou na manhã desta quarta-feira, com paralisação de professores e servidores de outras áreas

Após nova reunião de negociação, servidores municipais decidem encerrar greve em Curitiba
Servidores ocuparam as ruas do Centro Cívico nesta quarta-feira (8) / Foto: Julia Sobkowiak/Plural

Professores e demais servidores municipais de Curitiba decidiram encerrar a greve iniciada na manhã desta quarta-fera (8 de abril). Após a grande presença de servidores, a Prefeitura convocou uma nova reunião de negociação. O Sismmac, o sindicato do magistério municipal, e o Sismuc, que representa os servidores de outras áreas, realizaram assembleias à tarde e a categoria decidiu encerrar a paralisação.

"Nós avaliamos o dia de hoje como um dia positivo, fizemos uma grande passeata no Centro de Curitiba, com uma adesão incrível das escolas no movimento de greve. A Prefeitura reconhece isso na medida em que negocia e nós temos ali algumas questões importantes que foram pactuadas. É um movimento vitorioso", avaliou a presidente do Sismmac, Diana Abreu.

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Para os servidores do magistério, a Prefeitura propôs nesta tarde o crescimento vertical para 30% da categoria no nível 1 e 25% para os níveis 2 e 3 (a proposta original era de 20% para todos os níveis), para os próximos dois crescimentos. Já o crescimento horizontal passaria a começar em agosto com término em dezembro. Servidores com dois padrões passarão a receber o vale alimentação em março de 2027.

Outras promessas são a inclusão de tutores profissionais do magistério, com abertura de concurso público para contratação de apoio escolar. No segundo semestre será publicado um novo edital do concurso para professores e o dia de greve não será descontando — com reposição até o fim do mês de abril. A última proposta antes da paralisação foi feita pela Prefeitura no domingo (5).

Segundo Diana Abreu, a categoria permanecerá mobilizada para cobrar o cumprimento das propostas feitas nesta tarde. "Seguiremos mobilizados, cobrando que essas propostas se efetivem, mas neste momento as escolas retornam a funcionar normalmente. A gente seguirá sempre lutando para que o trabalho que se faz na escola seja de qualidade para as crianças e seja também de qualidade para o professor".

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José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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