Dados · IBGE
Paraná desde 2000
45 indicadores de renda, trabalho, educação, saúde, saneamento e segurança, comparados ao Brasil e marcados pelas trocas de governo — de Jaime Lerner a Ratinho Júnior. Mais um bloco de cultura reconstruído a partir de microdados que o IBGE não publica em série.
Como o veredito de cada indicador foi calculado e as ressalvas de cada fonte estão no fim desta página.
De 6,6 para 10,9 mortes por 100 mil habitantes entre 2000 e 2024. A taxa ficou estável nos governos Lerner e Requião e passou a subir a partir de 2011 — sob Richa (+25%) e Ratinho Jr. (+27%), nos dois casos mais rápido que no país.
Subiram de 18,3 (2000) a 34,8 (2009) e caíram para 15,7 em 2024. A alta se deu sob Lerner e Requião; a queda mais funda, sob Richa — quando a taxa nacional subia.
A rede geral de água chegou a 90% dos domicílios em 2011 e parou ali. O índice de Gini segue em 0,47 — o mesmo de 2012.
Como o veredito foi calculado
A janela é 2000–2025, mas cada indicador vale pelo período em que existe: só saúde, segurança e economia têm série contínua desde 2000. Em séries com seis anos ou mais, comparamos a mediana dos três primeiros anos com a dos três últimos — assim um ano atípico, como 2021 na pandemia, não decide o resultado sozinho.
Indicadores em percentual só entram em "ficou na mesma" quando variaram menos de 1 ponto percentual e menos de 10% em termos relativos.
Ressalvas
- A PNAD Contínua começa em 2012 e suas tabelas de domicílio em 2016. Água, esgoto, lixo e analfabetismo foram prolongados até 2001 com a PNAD anual e os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável — pesquisas diferentes, por isso o gráfico mostra a emenda interrompida e o veredito é calculado só sobre a série moderna.
- Renda, trabalho e educação não têm série por estado antes de 2012: nesses casos não há como alcançar os governos Lerner, Requião e Pessuti.
- Não houve PNAD em 2010 e 2020 (anos de Censo e de pandemia), e a PNAD Contínua não apurou domicílios em 2020 e 2021 — daí os vãos em algumas séries.
- A classificação do esgotamento sanitário muda em 2019 — as duas séries aparecem separadas porque não são comparáveis entre si.
- Sendo amostral, a PNAD tem margem de erro: diferenças de poucos décimos entre anos vizinhos podem não ser significativas.
- O bloco de cultura vem dos microdados das MUNIC de 2006, 2014, 2018 e 2021 — quatro pontos em intervalos irregulares, e não uma série anual. "Existência" de equipamento é declaração da prefeitura, não verificação em campo. A MUNIC 2024 não repetiu o tema.
- A despesa na função Cultura vem da DCA no SICONFI, que na API começa em 2014: não há como recuar a 2010 por essa fonte. Os valores são empenhados e deflacionados pelo IPCA.
- O SNIIC, sistema oficial de indicadores culturais criado por lei em 2010, estava fora do ar na data da coleta — o que fecha a porta da fonte mais natural para o tema.
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