(Última atualização: 24 de julho de 2020.)
Se você está doente, desconfia que seus sintomas sejam de Covid-19 e quer fazer um teste para acabar com a dúvida, existem três alternativas em Curitiba: (1) o exame rápido, disponível em um punhado de farmácias, (2) o exame sorológico feito por laboratórios de Curitiba, e (3) o exame PCR, também feito por laboratórios.
O exame rápido usa gotas de sangue na ponta do dedo e custa algo entre R$ 139 e R$ 299, dependendo da farmácia que você procurar, e elas não atendem por planos de saúde. Entre as redes que fazem o exame, estão Droga Raia, Morifarma, Nissei, Pague Menos e Panvel.
(Todos os valores citados neste texto foram informados pelos laboratórios e farmácias, e podem mudar de uma hora para a outra. Por favor, confira os preços com o estabelecimento onde pretende fazer seu exame.)
Farmácias com testes para Covid-19 em Curitiba
O teste de farmácia detecta anticorpos e, para que seja eficiente, é preciso esperar pelo menos até o 14º dia do início dos sintomas, segundo informações dos laboratórios Frischmann Aisengart. Porém, há quem diga que com oito dias já é possível ter uma resposta satisfatória do organismo.
A margem de erro de um teste rápido, que usa gotas de sangue tiradas da ponta do dedo, pode ser bem grande (fala-se em 75%!, em certo casos), então, dependendo do resultado, talvez seja uma boa ideia buscar um teste de laboratório. A qualidade dos testes também é um fator que deve ser levado em conta.
Laboratórios
Qualquer exame sorológico detecta anticorpos no sangue, mas, no caso dos laboratórios, ele é feito com sangue venoso (então prepare-se para encarar uma agulha). Esse tipo de teste custa algo entre R$ 200 (no Laboratório de Análises Clínicas) e R$ 280 (no Frischmann Aisengart).
O exame PCR é aquele que detecta o material genético do vírus e precisa de uma amostra de secreção de naso-orofaringe (com o cotonete gigante que entra pelo nariz e parece chegar desconfortavelmente perto do cérebro).
Ele só funciona se for feito entre o 2º e o 12º dia do início dos sintomas. No laboratório da Unimed, sai por R$ 500 no particular e não custa nada para quem tem o plano de saúde. No Frischmann Aisengart, o PCR custa R$ 340 (ou zero real, se você tiver uma guia médica dentro do plano de saúde).
Outro dado importante é que um resultado negativo para a Covid-19 não é conclusivo. E o médico pode pedir outros exames antes de fazer um diagnóstico.
Planos de saúde
De acordo com a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), todos os planos de saúde no Brasil devem cobrir exames e tratamentos para Covid-19. A Resolução Normativa foi publicada no Diário Oficial da União no último dia 13 de março, quando passou a vigorar.
Para fazer um exame de detecção do coronavírus – considerado então um procedimento obrigatório – dentro do plano de saúde, o médico precisa pedir o teste. Com a guia fornecida por ele, o paciente deve entrar em contato com o laboratório para saber qual é o procedimento – em alguns casos, o atendimento é em domicílio, em outros, no laboratório, mas com o paciente dentro do carro, para diminuir o risco de contaminar outras pessoas.
A rede de laboratórios Frischmann Aisengart tem unidades reservadas para o atendimento exclusivo de pacientes com suspeita de Covid-19. Para fazer o exame (por sorologia ou PCR, eles realizam os dois), a solicitação médica é imprescindível apenas nos exames pagos por planos de saúde. Os pacientes particulares podem solicitar o exame por conta própria.
No caso do laboratório Unimed, com ou sem plano de saúde, é necessária uma solicitação do médico para fazer o exame. E eles realizam apenas o PCR.
O Laboratório de Análises Clínicas (Lanac) realiza o teste sorológico da farmacêutica Roche, por R$ 200. De acordo com informações do Lanac, este teste ainda não tem cobertura de planos de saúde.
Atendimento
Diz a ANS: “Cada operadora de plano de saúde definirá o melhor fluxo para atendimento de seus beneficiários, portanto, a orientação é que o usuário que desconfie que está com coronavírus entre primeiramente em contato com a operadora e se informe sobre os locais de atendimento”.
A agência destaca o fato de que o conhecimento em torno do vírus Sars-CoV-2 ainda não é definitivo e pesquisas podem trazer mais informações nas próximas semanas e meses. Assim, “os protocolos e diretrizes podem ser revistos a qualquer tempo, o que poderá alterar a indicação dos casos para realização do exame com cobertura obrigatória”.
Como funcionam
O jornalista e bióloga Rafaela Moura fez uma reportagem cuidadosa sobre como funcionam os testes de farmácia, explicando quais redes realizam os exames e quanto eles custam em cada uma delas.
As diferenças
A jornalista Rosiane Correia de Freitas conversou com o biólogo Fabricio Klerynton Marchini, do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), para entender as diferenças entre o exame sorológico e o PCR.