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“O Silêncio das Ostras” é um filme denúncia sobre mineração e as tragédias de Brumadinho e Mariana

O enredo do drama mostra a realidade ao redor da mineração no Brasil; o filme estreia em Curitiba nesta quinta-feira (3), no Cine Passeio

“O Silêncio das Ostras” é um filme denúncia sobre mineração e as tragédias de Brumadinho e Mariana
Cena de “O Silêncio das Ostras”, primeiro longa-metragem de ficção de Marcos Pimentel. (Imagem de: Olhar Filmes/Divulgação.)
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Após o sucesso na 26ª Edição do Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, o filme “O Silêncio das Ostras” (“Oysters’ Silence”) estreia em Curitiba, nesta quinta-feira (3), em sessão especial seguida por bate-papo com o diretor e roteirista Marcos Pimentel e a atriz Bárbara Colen, no Cine Passeio.

A produção é a primeira ficção de Pimentel – documentarista com obras exibidas em mais de 700 festivais em 52 países, somando mais de 100 prêmios conquistados – e mostra os impactos nocivos das atividades de mineradoras, com imagens reais das tragédias de Brumadinho e Mariana, em Minas Gerais. O longa-metragem é um filme-denúncia delicado, com uma história de solidão e despedidas, num ambiente devastado pela ambição e marcado pela falta de perspectiva dos moradores e pelo impacto de um dos maiores desastres do Brasil.

Sinopse

As protagonistas, interpretadas por Bárbara Colen e Lavínia Castelari, vivem na tela três momentos diferentes, a partir dos anos 80, de uma família que sobrevive do trabalho precário na mineração.

O olhar da personagem Kaylane guia a história. Ela é a caçula de cinco irmãos, e vive entre reflexões e o medo de possíveis mudanças e perdas em sua vida. A mãe, Cleude (Sinara Telles), é uma mulher repleta de sonhos e perturbada pela carga emocional de uma vida inteira arrasada pelas mineradoras. Viúva de um marido vivo, incapacitado devido às condições insalubres de trabalho, ela vê os filhos seguirem o ofício do pai, praticamente a única fonte de renda na região.

A partida de pessoas é algo comum na vida de Kaylane, que passa a infância na comunidade de operários. Enquanto o tempo passa em um ritmo diferente do imposto pela produtividade do capitalismo, além do instinto de sobrevivência, ela mantém sua sensibilidade e imaginação para se relacionar com a natureza. Sozinha em um cenário ocre e destruído, a personagem termina por ser uma vítima do êxodo de sua própria história.

O olhar do cineasta Marcos Pimentel

“Por entre montanhas e futuras ex-montanhas de Minas Gerais, acompanhamos Kaylane e suas andanças pelas paisagens que a habitam e a consomem. A atividade mineradora resultou em inúmeros lugarejos e cidades-fantasmas em Minas Gerais”, fala o diretor. “De certa maneira, o filme busca reabitar, reocupar e repovoar esses lugares, como se a narrativa aspirasse conferir uma possibilidade de permanência para cenários que foram explorados até a exaustão. A mineração roubou não somente o solo, mas também a crença e a alma”, diz ele.

“Neste ano, completamos 10 anos da tragédia do rompimento da barragem do Fundão e seis anos da tragédia em Brumadinho. Desastres reais que silenciaram sonhos e destruíram vidas. ‘O Silêncio das Ostras’ retrata uma tragédia que virou ficção de uma dor que ainda é real”, ainda explica Pimentel.

Com distribuição da Olhar Filmes, “O Silêncio das Ostras” tem sessões confirmadas em Curitiba, Porto Alegre, Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Manaus, Belo Horizonte, Recife e Belém.

Estreia do filme “O Silêncio das Ostras” em Curitiba

(Ficção, Drama | Brasil| 127’ | 2024)

Quando: 03 de julho de 2025 (quinta-feira)
Horário: 17h20
Onde: Cine Passeio (R. Riachuelo, 410)
Quanto: R$ 8 (meia) e R$ 16 (inteira)
Ingressos: na bilheteria do Cine Passeio.
Classificação: 12 anos

Outras informações no site www.olharfilmes.com.br.

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