Startups criam teste rápido e atendimento on-line para o ápice da pandemia no país | Jornal Plural
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27 mar 2020 - 17h33

Startups criam teste rápido e atendimento on-line para o ápice da pandemia no país

Duas empresas curitibanas da área da saúde oferecem serviços cruciais a partir de abril

A partir de abril, quando a pandemia do novo coronavírus terá seu ápice no Brasil, duas startups curitibanas devem apresentar soluções para ajudar no combate à Covid-19. 

Teste rápido

A Hi Technologies passa a oferecer, a partir da segunda quinzena de abril, um teste rápido para coronavírus em 27 farmácias de Curitiba. O exame fará parte dos serviços do Hilab, um laboratório expresso criado em 2017, e custará cerca de R$ 130. 

Para o exame de coronavírus, uma pequena amostra de sangue do paciente (coletada na ponta do dedo) é inserida na máquina do Hilab, ainda na farmácia, e o aparelho se comunica com um laboratório físico, localizado na capital paranaense. Com ajuda de inteligência artificial, os biomédicos do laboratório fazem a análise do sangue e o paciente recebe o resultado minutos depois, via SMS ou e-mail. 

A velocidade do diagnóstico se dá porque, assim como em outros exames realizados pelo Hilab, o teste identifica os anticorpos presentes no organismo. Em razão disso, é preciso que o paciente apresente sintomas há pelo menos três dias. 

Vale conferir a lista de farmácias atendidas pelo Hilab, verificar se o novo exame estará disponível e as formas de pagamento disponíveis. 

Atendimento on-line

A Laura, uma health tech (startup da área da saúde) que faz uso de inteligência artificial para monitorar pacientes em internamento, disponibilizará um pronto atendimento (PA) digital. A aplicação funciona como um chatbot, um programa que usa inteligência artificial para simular respostas que um ser humano daria durante uma conversa. Esse chatbot realiza uma triagem on-line, informando se o paciente deve, ou não, ir ao hospital.

A proposta do PA Digital é diminuir o número de pessoas que procuram pelo atendimento de emergência, liberando-o para os casos mais críticos. “Agora, com o coronavírus, ir ao pronto atendimento só deve ser feito em caso de extrema necessidade”, diz Cristian Rocha, CEO da Laura.

Além da triagem, o chatbot também esclarece dúvidas sobre a doença e permite que o paciente, quando for o caso, avise o hospital que está a caminho. Para Rocha, a dificuldade de prever a demanda de atendimentos é outro gargalo da saúde em meio à pandemia. 

O acesso à aplicação, no entanto, só será feito se o paciente entrar em contato com o hospital antes de se dirigir ao atendimento – via WhatsApp, Messenger ou mesmo no site da instituição de saúde.

A ferramenta tem previsão para começar a funcionar no dia 30 de março e será oferecida gratuitamente para hospitais públicos de referência nas capitais brasileiras. 

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