Curitibanos podem monitorar qualidade do ar | Jornal Plural
13 ago 2020 - 14h52

Curitibanos podem monitorar qualidade do ar

Pesquisa sobre poluição terá colaboração popular. Saiba como participar!

A Universidade Federal do Paraná (UFPR), em parceria com a Estonian University of Life Sciences–EMÜ, em Tartu, na Estônia, analisa a qualidade do ar em Curitiba. Os pesquisadores pretender expandir os medidores de monitoramento pela Capital e Região Metropolitana, que hoje são oito. Para isso, precisam da colaboração de moradores voluntários. Eles receberão sensores para auxiliar no projeto.

A iniciativa Curitiba, o Ar que você respira quer criar uma rede de monitoramento do ar na Capital, mas também conscientizar os habitantes sobre a importância da sustentabilidade. A pesquisa é desenvolvida no Laboratório de Computação e Tecnologia em Engenharia Ambiental (Lactea) da UFPR.

“A ideia é construir uma rede complementar de monitoramento e gerar um índice de qualidade do ar que possa ser monitorado diariamente”, explica Emílio Mercuri, professor do departamento de Engenharia Ambiental da UFPR. “A ciência cidadã é baseada na participação, consciente e voluntária, dos cidadãos que geram grandes quantidades de dados, partilham o seu conhecimento, discutem e apresentam os resultados”. 

Uma das maneiras de participar é elaborar seu próprio sensor de dados, orientado por um tutorial elaborado pela equipe do projeto. Alguns kits prontos também serão distribuídos a voluntários selecionados.

“Elaboramos um conjunto de sensores que vai dentro de uma caixa de impressão 3D e envia informações para nosso banco de dados. Basicamente, solicitaremos às pessoas que forneçam energia elétrica e internet para o funcionamento dos sensores em suas casas. Em troca, elas estarão colaborando com o monitoramento da qualidade do ar do seu bairro”, explica o pesquisador.

Boa qualidade

O trabalho avaliou que houve uma redução de 50% no total de partículas suspensas no ar nas duas primeiras semanas após o fechamento do comércio, em 20 de março. A redução está ligada a menor circulação de veículos, fonte principal de material particulado em Curitiba.  

No mês de junho, os oito pontos monitorados pelo projeto indicavam boa qualidade do ar em Curitiba e Região Metropolitana, com exceção de Campo Largo, que teve classificação moderada. O índice no município excedeu os limites do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Porém, foram só 13 dias de monitoramento e é necessário ampliar os pontos de medição. “Até uma estrada de terra pode influenciar os indicadores”, alerta Mercuri.

Ele explica que o trabalho analisa as partículas no ar, como poeira, neblina, aerossol, fuligem, entre outros. Os sensores são capazes de detectar fontes de poluição e exposição humana aos poluentes. Hoje eles estão nos bairros: Batel, Boa Vista, Jardim Botânico, Jardim das Américas, Mercês e Orleans. Também nas cidades vizinhas de Araucária e Campo Largo.

O projeto está ainda focado na sustentabilidade e prevê levar informações sobre a poluição do ar e as ilhas de calor nas cidades até estudantes, por meio de palestras, cursos, oficinas e redes sociais. Para participar da pesquisa, envie o Termo de Cooperação assinado para o e-mail [email protected].

*Com informações de UFPR

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