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Festival de Curitiba: Monólogos estrelados por Débora Falabella e Gregório Duvivier estão na mostra Lucia Camargo

Além de "Daqui Ninguém Saí", inspirada em contos e cartas de Dalton Trevisan, com direção de Nena Inoue, "Prima Facie" e "O Céu da Língua" devem estar entre as peças mais concorridas do evento

Festival de Curitiba: Monólogos estrelados por Débora Falabella e Gregório Duvivier estão na mostra Lucia Camargo
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O Festival de Curitiba chega à 33ª edição e, neste ano, será de 24 de março a 6 de abril, com bilheteria online pelo site do evento e também física (agora, no Shopping Mueller). E quem quer garantir um bom lugar nas plateias mais concorridas precisa ficar atento durante os próximos dias, tradicionalmente a divulgação da programação completa e a abertura da venda de ingressos acontecem bem no início do mês de fevereiro. Mas já dá para ter uma ideia do que vem por aí, pois três peças foram confirmadas na Mostra Lúcia Camargo, a principal da programação e que deve apresentar cerca de 20 espetáculos.

A primeira é o mais novo espetáculo do Teatro de Comédia do Paraná (TCP), "Daqui Ninguém Saí", inspirada em contos e cartas de Dalton Trevisan, com direção de Nena Inoue, que estreia nos palcos durante o festival. Só que isso não é novidade, a informação foi divulgada no último mês de outubro. O que não se sabia até a noite desse domingo (26), eram as outras duas. Conforme publicado pela jornalista Mônica Bergamo, no site da Folha de São Paulo, elas são os monólogos "Prima Facie", sobre violência contra a mulher estrelado por Débora Falabella; e o "O Céu da Língua", de Gregório Duvivier, comédia que faz uma releitura da obra de Luís de Camões.

"Prima Facie"

Escrito pela australiana Suzie Miller, o texto "Prima Facie" já foi montado dezenas de vezes ao redor do mundo, inclusive na Broadway e no West End inglês, e chegou a inspirar debates e esforços para mudar algumas leis britânicas. Com o sucesso da peça de teatro, a autora Suzie Miler foi convidada para debater sobre o abuso de mulheres em assembleia da ONU. Com tradução de Alexandre Tenório e direção de Yara de Novaes, o espetáculo esteve em temporada no Rio de Janeiro e em São Paulo. Débora Falabella conquistou um dos prêmios mais respeitados no Brasil com sua atuação no monólogo, o da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) na categoria Melhor Atriz, em 2024 (a obra foi indicada como melhor espetáculo e melhor direção), e também o Prêmio Arcanjo, como Teatro Solo. Ela ainda está concorrendo ao Prêmio Shell, junto com a diretora e o compositor Morris, criador da música da peça, que é a com mais indicações do 19º Prêmio da Associação de Produtores de Teatro (atriz protagonista, direção, espetáculo, produção não-musical, cenografia, iluminação e figurino).

Sinopse: Uma bem-sucedida advogada, Tessa, tem acusados de violência sexual entre seus clientes. Vinda de uma família pobre, ela batalhou e venceu no mundo da advocacia. Ao mesmo tempo em que experimenta o sucesso, ela precisa encarar uma crise que a obriga a rever uma série de valores e princípios, além de refletir sobre o sistema judicial, a condição feminina e as relações conturbadas entre diversas esferas de poder.

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"O Céu da Língua"

O espetáculo mescla Stand Up Comedy com poesia falada e dramaturgia, resultando em algo que Gregório Duvivier chama de 'Comédia Poética'. O artista, mais conhecido pelos vídeos de humor do "Porta dos Fundos", é formado em Letras e autor de três livros sobre poesia, e "tem na língua portuguesa não somente uma pátria mas uma obsessão". Disso nasce a obra, com uma releitura contemporânea de textos de Camões, que envolve uma fixação pelo nome das coisas. A direção é da atriz Luciana Paes.

No texto de apresentação do espetáculo na programação do Teatro Sá Bandeira, um dos palcos da temporada de estreia no ano passado, em Portugal, consta o trecho a seguir: "Afinal a palavra é uma fonte inesgotável de humor, desde os primórdios. No Princípio era o Verbo, disse Deus. E logo em seguida vieram os erros de concordância. O mesmo Deus disse: Faça-se a Luz. Mas disse pra quem? E por que? Disse porque a palavra inaugura um mundo. Daí o termo o Céu da Língua: foi a língua, afinal, que nos pariu. Nos pariu como povo, mas também como humanidade (...) Gregorio descobre o poder da fala e nos lembra que o homem, nada mais é, do que um macaco que fala – e todas as outras diferenças derivam disso."

Fora isso, pouco se sabe por enquanto, a assessoria do Festival deve divulgar em breve mais informações.

33º Festival de Curitiba

Data: De 24/3 a 6/4 de 2025

Outras informações pelo site do Festival de Curitiba (www.festivaldecuritiba.com.br), pelas redes sociais: no Facebook, @fest.curitiba, no Instagram, @festivaldecuritiba, e no Twitter, @Fest_curitiba.

Luciana Nogueira Melo

Luciana Nogueira Melo

Jornalista apaixonada por cultura, moda e turismo. Cursou publicidade, letras, um pedaço de artes cênicas e outro de produção cênica. Já trabalhou com publicidade, produção, como locutora e na TV.

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