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Máscara transparente que permite leitura labial tem boa eficácia, diz especialista

Discussão veio à tona depois de casal ser barrado em mercado de Curitiba

Máscara transparente que permite leitura labial tem boa eficácia, diz especialista
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A história de um casal barrado num mercado de Curitiba por estar com máscara transparente, que facilitam a leitural labial, relatada pelo Plural nesta terça (18) chamou a atenção para o problema dos deficientes auditivos durante a pandemia e para a eficácia das máscaras de plástico.

O caso aconteceu com o bioquímico Alisson Santos, 43, e sua esposa Aline. Alisson é deficiente auditivo e precisa ler lábios para compreender o que os outros estão lhe dizendo. Na quinta passada (13), porém, os dois não tiveram permissão para entrar num supermercado do Água Verde porque supostamente sua máscara não protegeria contra o coronavírus.

Segundo o professor João Carlos do Amaral Lozovey, da Saúde Coletiva da UFPR, a máscara de acrílico, embora possa não ser tão eficiente quanto a de pano, dá uma boa proteção e pode ser utilizada como barreira contra a contaminação da Covid.

"O acrílico barra a passagem dos vírus nos dois sentidos. Talvez permita a passagem caso a pessoa esteja contaminada e espirre ou tussa", diz ele. De acordo com Lozovey, porém, o risco é baixo o suficiente para que se considere razoável o uso desse tipo de proteção, ainda mais se tratando de uma pessoa assintomática e pensando que o material pode facilitar a vida de quem precisa da leitura labial.

"Claro que a pessoa no comércio, no mercado, talvez tenha dificuldade para julgar isso. Mas do ponto de vista científico eu diria que é uma prática razoável", diz ele, concordando com Alisson, inclusive, que seria positivo caso os grandes comércios adotassem como norma ter pelo menos um funcionário usando máscara transparente, para facilitar a comunicação com surdos.

Barrados por uso de máscara transparente

Alisson diz que a dificuldade dos deficientes vem de muito tempo. “Os comércios precisam adaptar um certo grupo de funcionários com proteção e utilização de máscara transparente”, afirma ele, em entrevista por escrito ao Plural.

Com o coronavírus, a situação só piorou. “Eu sempre que preciso abastecer o carro ou fazer compras preciso que minha esposa esteja junto para me auxiliar na comunicação, uma vez que a máscara de pano impede que faça a leitura labial das pessoas. Por isso comprei a máscara inclusiva, para que eu e ela possamos nos comunicar ao sair”, afirma. “Mas se somos barrados nos estabelecimentos, como posso fazer então? Onde fica meu direito e independência? Onde está a inclusão?

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