O jornalista e locutor esportivo Gabriel Carriconde fez nesta terça-feira (11) uma denúncia de um caso de agressão contra sua mãe. A mulher teria sido vítima de uma agressão do próprio companheiro, dentro de casa, depois de ter descoberto que estava sendo traída.
O caso foi levado à Polícia Civil e Gabriel conta que também acompanhou a mãe até a Casa da Mulher Brasileira.
Leia a carta de Carriconde à imprensa:
NOTA À IMPRENSA
Por Gabriel Carriconde – Narrador esportivo
Venho, por meio desta nota, denunciar publicamente a agressão sofrida por minha mãe, Maria dos Milagres Araújo, no início da tarde desta terça-feira (11), em Curitiba.
Minha mãe foi agredida fisicamente e expulsa de dentro da própria casa pelo então companheiro, logo após descobrir uma traição. O caso é revoltante e representa o tipo de violência doméstica que destrói vidas e precisa ser combatido com firmeza.
Assim que soube da agressão, levei imediatamente minha mãe para a Casa da Mulher Brasileira, onde ela foi acolhida e atendida com segurança. O atendimento está sendo acompanhado pelo Dr. Samir Mattar Assad, que já iniciou as providências legais cabíveis contra o agressor — um homem que atua no setor gastronômico de Curitiba.
Sou filho único, e ver minha mãe — uma mulher negra, maranhense, cabeleireira e trabalhadora incansável — ser violentada e expulsa de casa é uma dor que não consigo descrever. Ela sempre foi símbolo de luta, dignidade e fé, e agora precisa de justiça e acolhimento.
Faço esta nota não para expor, mas para proteger. O silêncio protege o agressor. Falar é um ato de amor, de coragem e de responsabilidade.
Quero encorajar outros filhos, maridos, irmãos e amigos a não se calarem diante da violência doméstica. Quando uma mulher é agredida, toda a sociedade é ferida junto. A denúncia salva vidas — e o silêncio mata todos os dias.
Minha mãe está em segurança e sendo acompanhada com todo o suporte necessário, e nós seguiremos em busca de justiça, respeito e dignidade.
“A violência contra a mulher é crime. E combater esse crime é um dever coletivo.”
Central de Atendimento à Mulher — 180
Denuncie. O silêncio protege o agressor.