Pular para o conteúdo

Funcionários da Celepar rejeitam criação de PDV para privatizar a empresa

Companhia condicionou reajuste à aprovação do plano de demissões. Sindicato não descarta possiblidade de greve e vai à Justiça para garantir data-base

Funcionários da Celepar rejeitam criação de PDV para privatizar a empresa
Governo de Ratinho quer privatizar a Celepar (Foto: José Fernando Ogura/AEN)
Publicado em:

Funcionários da Celepar rejeitaram nesta segunda-feira (14) a proposta de acordo coletivo feita pela empresa, que incluía a implantação de um Plano de Demissão Voluntária (PDV) para facilitar a privatização da companhia. O PDV é previsto no projeto de lei que autoriza a desestatização, aprovado em novembro pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

Em assembleia nesta segunda-feira, somente dois participantes aceitaram a proposta da empresa. A grande maioria rejeitou a proposta de acordo coletivo e autorizou o SindPD-PR (Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná) a recorrer à Justiça para garantir a data-base, no dia 1º de maio – a Celepar teria pressionado a categoria para aprovar o acordo até o dia 30 deste mês. O sindicato não descarta a possibilidade de greve.

Comprador da Celepar pode herdar contratos sem precisar de licitação
Projeto enviado pelo governo para vender a companhia não trata dos contratos já existentes, o que poderá beneficiar compradores

A proposta da companhia previa a criação do PDV condicionada “à conclusão da operação de desestatização da Celepar”. Teriam prioridade para aderir ao programa os aposentados pelo INSS com maior tempo de casa; os colaboradores com maior tempo de casa; e os colaboradores com maior idade. O programa ficaria aberto a todos os empregados com vínculo baseado na CLT.

A Celepar ofertou um reajuste de 5,2%, com aplicação do índice em todas as clausulas econômicas do atual contrato coletivo. Segundo o sindicato, a companhia só aceitaria a aprovação total da proposta, com o PDV incluído. O sindicato vai enviar um ofício à Celepar, solicitando a realização de uma nova rodada de negociações até dia o 22 deste mês.

Justiça pede esclarecimentos ao governo do Paraná sobre lei que autoriza a privatização da Celepar
Governo e Assembleia Legislativa terão dez dias para apresentar informações sobre a legislação aprovada no ano passado

Demissões à vista

A comissão de negociação do SindPD-PR pediu alguma garantia de emprego para os remanescentes caso a companhia seja privatizada. A Celepar apresentou uma contraproposta garantindo os empregos por apenas três anos, com manutenção de 75% do quadro no primeiro ano, 50% no segundo e 25% no terceiro ano após a privatização. A proposta indica que a companhia terá mais demissões que a Copel, que garantiu empregos por cinco anos (com 80% do quadro garantido no quinto ano após a privatização).

Newsletter

O que aconteceu em Curitiba e no Paraná hoje, em cinco minutos

De segunda a sexta, no fim do dia, direto no seu e-mail.

Sem spam. Você pode cancelar quando quiser.

Falta um passo

Enviamos um link para o seu e-mail. Clique nele para confirmar o cadastro.

Não conseguimos concluir agora. Tente de novo em instantes.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

Todas as reportagens

Mais em Paraná

Ver todos

Mais de José Marcos Lopes

Ver todos