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Professores estaduais mantêm movimento contra plataformas de ensino nas escolas

Categoria decide manter o movimento Plataforma Zero para pressionar Secretaria da Educação a rever metas de uso

Professores estaduais mantêm movimento contra plataformas de ensino nas escolas
A presidente da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto. (Divulgação)
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Em assembleia na manhã deste sábado (7), professores e professoras da rede estadual de ensino decidiram manter o movimento Plataforma Zero, para pressionar a Secretaria de Estado da Educação (Seed) a rever as metas de uso dos equipamentos nas escolas. O movimento começou na semana passada, depois da morte da professora Silvaneide Monteiro Andrade no Colégio Cívico-Militar Jayme Canet, em Curitiba, no dia 30 de maio. 

“A convocação é para professores e professoras para o não uso das plataformas, para que o uso seja de acordo com a avaliação pedagógica de cada profissional e não obrigatória, com cobrança de metas”, disse a presidente da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto. “Para a equipe pedagógica é a mesma recomendação, que não se permita ser assediada pelos tutores e embaixadores, que se neguem a participar dessas reuniões, pois não há obrigação legal. Elas são um procedimento interno da Seed, que controla como a gente usa ou não as plataformas”.

O sindicato quer abrir uma discussão sobre que lei rege a eleição de diretores, que impõe aos profissionais metas no uso dos equipamentos. “Queremos fazer um debate com deputados estaduais, para alteração da legislação que hoje rege o cargo, porque aí sim há uma imposição de uso das plataformas”, afirmou a presidente da App-Sindicato.

Silvaneide Monteiro Andrade teve um infarto quando participava de uma reunião, segundo o sindicato. “Essa pressão nas escolas está virando um inferno. Professores não conseguem das aulas, o pedagogo não consegue trabalhar e a direção fica enlouquecida porque poder o cargo. Como as plataformas são produtos vendidos para outros estados, a Seed nos obriga a usar toda a semana. Se a professora não usa, é chamada para um reunião”, disse Walkiria Mazeto.

Após a assembleia deste sábado, a categoria fez um ato na frente da sede da Seed, no bairro Guaíra.

Reajuste

O projeto de lei que prevê reajuste para a categoria deverá ser votado até o dia 23 deste mês na Assembleia Legislativa do Paraná. O sindicato apresentou emendas ao projeto, para aplicação do piso em toda a tabela, e não um valor fixo, como previu o governo (de R$ 250 para jornada de 20 horais semanais); para aplicação do reajuste ao aposentados; e para revogar o artigo que abre a possibilidade para o fim da progressão na carreira.

"A revogação de um artigo (de uma lei anterior) retira previsões de progressividade salarial", disse a presidente do sindicato. "Também há um movimento de deputados da base do governo para apresentar algumas emendas a fim de minimizar os impactos na nossa carreira". Segundo a APP-Sindicato, a defasagem salarial da categoria é de 47% desde 2018.

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José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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