O ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos) preferiu não responder sobre o boato de sua possível filiação ao Partido Novo. Nas últimas semanas, passou a ser dado como certo nos bastidores que o antigo coordenador da Força-Tarefa da Lava Jato, que perdeu o mandato devido à Lei da Ficha Limpa, num julgamento do Tribunal Superior Eleitoral, trocaria de legenda pensando em eleições futuras.
Questionado pelo Plural nesta terça feira (26) durante o lançamento do Frente Pró-Vida, Dallagnol respondeu que não “concede entrevistas nesse momento”. Durante o evento, o ex-procurador da Força Tarefa se destacou pelas críticas feitas ao Supremo Tribunal Federal sobre a possibilidade da descriminalização do aborto, que deverá ser julgada pelo plenário nas próximas semanas.
De acordo com a visão do ex-coordenador da Lava Jato, a sociedade contrária a interrupção da gravidez “merece respeito” porque “só Deus pode dar a vida e pode tira-la”. Uma possível decisão mais progressista do STF é vista pelo ex-deputado do Podemos como um “enfraquecimento das competências do Poder Legislativo”, dado que esta decisão violaria o "princípio da separação dos poderes".
Dallagnol foi recebido com grande entusiasmo por todos os deputados presentes, em particular pelos representantes do Podemos. Segundo essas informações, o nome de Dallagnol será anunciado oficialmente no próximo sábado (30), durante o 7º Encontro Nacional do partido, em São Paulo.
Embora a decisão do TSE tenha declarado o ex-deputado do Podemos inelegível por 8 anos, o futuro da estrela da Lava Jato parece estar inteiramente ligado à política. Conforme revelado pelo Plural, a esposa de Dallagnol, Fernanda, se inscreveu no curso de formação de liderança política do Renova BR em função da possível corrida à prefeitura de Curitiba nas eleições de 2024, principalmente caso o senador Sergio Moro (União) não opte por concorrer a esta vaga apoiando o candidato de seu partido, Ney Leprevost.