Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que o preço da cesta básica em Curitiba subiu 5,39% em setembro deste ano, em comparação a agosto, atingindo a cifra de R$ 841,93.
O “vilão” do mês foi o tomate, com aumento de 53,71%, seguido pela batata, que ficou 41,63% mais cara. No acumulado de 2026, entre dezembro do ano passado e setembro, a cesta básica ficou 14,10% mais cara na capital paranaense. Em 12 meses, a alta foi de 11,43%.
Para adquirir uma cesta básica, o trabalhador renumerado pelo salário mínimo de R$ 1.621 precisou dedicar 114 horas e 16 minutos de trabalho. Em agosto, eram necessárias 108 horas e 25 minutos. Já em setembro de 2025, o tempo necessário era de 109 horas e 30 minutos.
Altas
Dos 13 produtos que compõem a cesta básica pesquisada em Curitiba, seis tiveram aumento de preço entre agosto e setembro. Além do tomate e da batata, subiram o arroz agulhinha (9,27%), o feijão preto (1,26%), o óleo de soja (0,68%) e a carne bovina de primeira (0,30%).

Outros sete produtos ficaram mais baratos. A maior redução foi a da banana, com queda de 5,85%, seguida pelo leite integral (-3,16%) e pelo café em pó (-2,55%). Também recuaram os preços da manteiga (-1,46%), do açúcar refinado (-1,29%), da farinha de trigo (-1,18%) e do pão francês (-0,48%).
Segundo a análise nacional do Dieese e da Conab, problemas climáticos e logísticos influenciaram os preços dos alimentos em setembro. As chuvas reduziram a oferta de batata, enquanto as baixas temperaturas atrasaram a maturação do tomate, diminuindo a disponibilidade dos produtos no varejo.
