O Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz, na Rua Genauro Ferreira de Almeida, 79, bairro São Braz, em Curitiba, deve retomar o atendimento na próxima quarta-feira (14/10), cinco dias úteis depois da invasão armada que terminou com a morte do agressor e a libertação das 13 crianças mantidas reféns pela equipe de negociação da Polícia Militar do Paraná. Até lá, equipes da Secretaria Municipal da Educação (SME) fazem limpeza, pintura e troca de mobiliário na unidade, com reformulação das salas "sob orientação dos psicólogos", segundo a Prefeitura de Curitiba.
Quatro crianças encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) após a ocorrência de sexta-feira (9) receberam alta. Para a próxima terça-feira (13), um dia antes da reabertura, o prefeito Eduardo Pimentel (PSD) convocou uma reunião com SME, Defesa Social e Guarda Municipal para "avaliar as alternativas e definir as próximas medidas" de segurança escolar — sem detalhar, até esta publicação, quais medidas estão em estudo.
A prefeitura diz que o contato com as famílias "continua para identificar necessidades e oferecer o suporte necessário, inclusive com a disponibilização de atendimento psicológico".
Em relação à ocorrência de sexta, o secretário do Governo Municipal, Marcelo Fachinello, afirmou que o protocolo do programa Defesa Civil na Educação — Conhecer para Prevenir (CPP) "foi colocado em prática e, felizmente, todos os que estavam fora daquela sala específica conseguiram sair rapidamente e em segurança". A fala é a primeira confirmação oficial, pela prefeitura, de que a ocorrência se restringiu, no auge do cerco, a uma única sala — informação que compatibiliza com o número de 13 reféns confirmado pela tenente Letícia Donadello ao final da operação. Pelo Censo Escolar 2025 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o CMEI São Braz tem 47 matrículas no ano, todas em turmas de creche.
Segundo a prefeitura "desde 2025, o programa promoveu 1.075 simulados em 440 unidades municipais". A estatística pertence à prefeitura e não discrimina o período exato ("desde 2025" sem recorte final), nem o número desses simulados que trabalhou o cenário específico de invasão armada — o CPP cobre também evacuação por incêndio, enchente e vendaval. O programa inclui o cenário de invasor armado desde a sua criação em 2005, com ampliação em abril de 2023, após os ataques a escolas em Blumenau. O release afirma ainda que o CMEI São Braz "havia passado recentemente" pelo treinamento.
Sobre a rede física, a prefeitura descreve o modelo em uso: "controle de entrada mediante identificação dos visitantes" nos 240 CMEIs e 188 escolas, com "apoio da Guarda Municipal" acionável em emergência. A ampliação prometida para o entorno do CMEI São Braz foi anunciada como "reforço do patrulhamento da Guarda Municipal".
Entre as áreas que o prefeito reunirá na terça para "estudar novas medidas", a nota lista Educação, Defesa Social e Guarda Municipal. A composição não inclui, no texto, representantes da Polícia Militar do Paraná — responsável pela operação de sexta — nem do Ministério Público do Paraná, da Procuradoria-Geral do Município ou do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comtiba).
Perguntas rápidas
Quando o CMEI São Braz volta a funcionar? A Prefeitura de Curitiba informa, em nota oficial de 10 de outubro de 2026, que a retomada do atendimento está marcada para a próxima quarta-feira (14/10) — cinco dias úteis depois da invasão armada da sexta-feira (9).
O que a prefeitura está fazendo na unidade até lá? Equipes da Secretaria Municipal da Educação fazem limpeza, pintura, reformulação das salas e troca de mobiliário na unidade. A reorganização, segundo a prefeitura, é feita "sob orientação dos psicólogos" para "minimizar o trauma". O release não informa o escopo detalhado da reforma, o custo nem a fonte do recurso.
O que aconteceu com as crianças encaminhadas à UPA? Quatro crianças encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento após a ocorrência de sexta-feira (9) receberam alta, segundo a prefeitura. O comunicado afirma que elas estão "bem e em segurança com suas famílias". A nota não detalha o atendimento prestado nem a condição clínica das demais crianças que estavam no CMEI no momento da invasão.
O prefeito vai anunciar novas medidas de segurança? Para a terça-feira (13/10), o prefeito Eduardo Pimentel (PSD) convocou reunião com representantes das áreas de Educação, Defesa Social e Guarda Municipal para "avaliar as alternativas e definir as próximas medidas a serem adotadas". A nota não cita quais medidas estão em estudo nem a participação da Polícia Militar do Paraná, do Ministério Público ou do Comtiba na reunião.
Quantos simulados o programa Conhecer para Prevenir realizou? Segundo a prefeitura, "desde 2025, o programa promoveu 1.075 simulados em 440 unidades municipais". A nota não detalha o recorte temporal exato (até qual data), nem quantos desses simulados trabalharam o cenário específico de invasão armada — o programa cobre também evacuação por incêndio, enchente e vendaval desde a criação, em 2005.
Qual é o modelo de controle de acesso vigente nas unidades? A prefeitura descreve, no release, "controle de entrada mediante identificação dos visitantes" nos 240 CMEIs e 188 escolas da rede, com "apoio da Guarda Municipal" acionável em emergência. O texto não detalha se a identificação é por documento, cadastro prévio, interfone ou controle presencial, e não cita biometria, catraca eletrônica ou detector de metais entre os dispositivos em uso.