Neste sábado e domingo (10 e 11), a cantora Juliana Cortes apresenta pela primeira vez ao público “Canciones que Unen”. As apresentações são no Estúdio Brasil Nativo Produções, no bairro Água Verde, com ingressos gratuitos emitidos pelo site Sympla. O repertório do show atravessa línguas e repertórios sul-americanos e, no palco, ela é acompanhada pelos músicos e compositores argentinos Edgardo Machain e Marcelo Stenta e pela acordeonista curitibana Marina Camargo.
Setlist inédito
Em “Canciones que Unen”, faixas de compositores locais ganham versões em espanhol e portunhol, e composições de argentinos são interpretadas em português. A participação de Marina Camargo ainda traz referências do chamamé e da milonga, gêneros argentinos, ao lado do baião e do fandango paranaense. Anfitriã do encontro, responsável pela voz e pela direção de repertório, Juliana afirma que o show é como um gesto contínuo, aberto a novos convidados e trocas entre as cenas musicais da América Latina.
O repertório inteiro é dedicado a autores curitibanos, entre eles Rodrigo Lemos, compositor de “Nesse Lugar” (gravada com produção de Dante Ozzetti). "A vida toda venho flertando com as obras desses artistas e agora parti para uma imersão nesse movimento de ‘volta para casa'", diz a artista.
A história do show
A ideia para o show tem começo em 2020, quando Juliana e os músicos de Rosário, Santa Fé, se encontraram no Festival Serenada, no Uruguai. Em seguida, isolada em casa durante a pandemia, ela gravou um vídeo tocando violão e cantando “Avesso”, poema de Alice Ruiz musicado por Ceumar. Edgardo respondeu com uma versão da canção em espanhol, batizada de “De adentro hacia afuera”, e ali nasceu uma brincadeira que se tornaria o projeto de transformar canções brasileiras e argentinas em versões bilíngues ou em portunhol.
Anos depois, os músicos convidaram a cantora para uma turnê pela Argentina, passando por Rosário, Buenos Aires e Mar del Plata. Agora, pela primeira vez, ela traz Edgardo e Marcelo para Curitiba e assume o lado brasileiro dessa conversa musical.
As apresentações são parte da programação do Festival da Primavera. O evento é promovido pela Fundação Cultural de Curitiba (FCC) e o projeto teve apoio da Lei de Incentivo à Cultura.
Cantora Juliana Cortes
Nascida e criada em Curitiba, Juliana Cortes fez parte de corais, cantou ópera no Teatro Guaíra e fez vocais para Kleiton e Kledir antes de sua carreira solo. Com três álbuns lançados, seu trabalho mescla jazz, world music e música contemporânea.
Seu primeiro disco, Invento (2013), gravado com Ronaldo Saggioratto, Luis Otávio Almeida e Vina Lacerda, nasceu de um espetáculo com Vitor Ramil e foi pré-selecionado ao Prêmio da Música Brasileira. Em Gris (2016), produzido por Dante Ozzetti, ela interpreta canções de Luiz Tatit, Arrigo Barnabé e do próprio Ozzetti, com participações de Paulinho Moska e Diego Schissi. O disco rendeu à cantora o Troféu Cata-Vento de melhor cantora, pela Rádio Cultura de São Paulo. Em 2022, lançou 3, seu trabalho mais experimental, fruto de uma residência artística entre compositores de Curitiba e Porto Alegre, com produção de Ian Ramil e participações de Pedro Luís e Airto Moreira. Em 2017, o clipe “O Mal”, dirigido por Carlos Hardt, recebeu mais de 50 prêmios internacionais. Além de cantora, Juliana é produtora executiva, com cerca de 20 álbuns produzidos.
Show “Canciones que Unen”
No sábado (10), às 19h, e no domingo (11), às 17h, no Estúdio Brasil Nativo (Rua Almirante Gonçalves, 2116, Água Verde, Curitiba). Entrada gratuita com emissão de ingressos pelo Sympla. Classificação etária: livre.
A apresentação será gravada ao vivo com a presença do público.
Outras informações em https://www.instagram.com/jucores/